sábado, 13 de junho de 2009

A Fruta Suicida

Uma carne brilhante
Que nunca acorda
Que sempre chora
E casualmente é santificada
Por fugir ou por ficar por aqui
Pela vida que ainda queima

As areias do tempo
São mentirosas
Quando te sentes triste
E ela não para de correr nos neurônios
Tudo poderá desabar

Constâncias repentinas
Malefícios gostosos e outras benquerenças
Com gostos adversos na boca
O seu corpo torna-se um foguete prateado
Partindo corações e mostrando-lhes os seus sentimentos

Surfando nesse foguete
Ela percorre o desgostoso momento de vida
Deslumbrada, desvairada e profundamente corroída
Por tanta degeneração rasgada e suja
De certos prédios colossais infelizes

Ela sabe o meu caminho
E a qualquer momento pode desaparecer
Explodir ou suprir seus anseios alheios
Um mártir filantropo!
Que daqui a alguns segundos pode deixar uma mensagem qualquer...
“Vocês nunca mais me verão de novo!”

1 comentário:

Adriana disse...

legal seu poema...voltarei!