terça-feira, 11 de agosto de 2009

Despedida

Passavas quieta de passos largos
Calma e tranquila seguias o teu caminho
Olhaste-me serena, triste e destemida
Mal sabia que jamais voltaria a ver-te
Dizias algo no teu olhar que a alma me penetrava
Indecifrável, demorado, flamejante e ardente
Era uma despedida e eu nem percebia
Nunca mais te veria, naquele dia partirias
A tua presença ora tão presente desapareceria
Os nossos encontros não mais se dariam
Tranquila e mansa partirias sem marcas
Sem adeus, sem despedidas só partirias
Simplesmente jamais te encontraria
Sobraria só a lembrança e a tristeza
Daquele olhar, daquele dia, que por mim passaste
Não era hora nem tempo de partida
Mas aquele olhar algo me dizia
Simplesmente deixar-me-ias e não mais te veria
Sem a tua presença destemida perder-me-ia
A tua força desapareceria teu poder acabaria
A despedida foi só um olhar longo e triste
Que levarei sempre comigo no espelho da minha alma

4 comentários:

sonho disse...

Ai poeta como doi em as despedidas...mesmo sendo só com um olhar...
Beijo de um anjo

Moonlight disse...

Amigo Ricardo,

Por vezes é melhor e menos duro não existirem despedidas.
Ela magoam demais ...quando não existe possibilidade de ficar.
Lindas palavras as tuas que gosto de ler sempre.

Um bjinho cheio de luar

Adriana disse...

pena que se foi...quem sabe um dia...

sofia santos disse...

se calhar até foi melhor sem despedida, acho que ias sofrer muito mais se houvesse uma despedida.
beijo fofo