Meia-noite de sexta-feira
Sentado no meu sofá,
Sem saber muito bem o que fazer
Se ler
Ver tv
Talvez ir dormir...
(“Estou sem sono”)
Engraçado o dia de hoje
Encontrei sem querer uma ex-namorada
Tive notícias de outra
Conversei com aquela que poderia ser a actual
Recebi um e-mail de, talvez, uma futura...
Amores...
Amores...
Conturbados amores...
Quantos amores já tive?
Sou alguém que vive a amar...
Estou sozinho...
Deveria estar triste...
Mas,
Sinto-me tão feliz
Tão leve...
Amor...
Só quero amar...
Até encontrar o definitivo amor.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Começar a Renascer
Hoje direi a mim mesmo:
Quero estar de bem com a vida,
E em paz comigo mesmo,
Com as pessoas que me rodeiam
E as que estão distantes de mim.
Vou irradiar esperança e amor,
Aliviar a dor de todos aqueles
Que se confiaram a mim.
O que de graça me foi dado,
De graça será retribuído.
Não vou queixar-me do passado,
Daquilo que deixei de fazer
E do que não deu certo.
Meu pensamento se eleva,
Meu viver se intensifica.
Caso eu venha a sofrer hoje
Algum impasse inesperado,
Hei-de vivê-lo com naturalidade
E agir com calma e sabedoria.
Que todos me ajudem a ser
Esta pessoa nova
Que nasceu para algo mais:
Ofereço meu ombro amigo,
Quero que contem comigo
Para chorar, sorrir, viver, sonhar...
A partir de hoje, começo a renascer!
Quero estar de bem com a vida,
E em paz comigo mesmo,
Com as pessoas que me rodeiam
E as que estão distantes de mim.
Vou irradiar esperança e amor,
Aliviar a dor de todos aqueles
Que se confiaram a mim.
O que de graça me foi dado,
De graça será retribuído.
Não vou queixar-me do passado,
Daquilo que deixei de fazer
E do que não deu certo.
Meu pensamento se eleva,
Meu viver se intensifica.
Caso eu venha a sofrer hoje
Algum impasse inesperado,
Hei-de vivê-lo com naturalidade
E agir com calma e sabedoria.
Que todos me ajudem a ser
Esta pessoa nova
Que nasceu para algo mais:
Ofereço meu ombro amigo,
Quero que contem comigo
Para chorar, sorrir, viver, sonhar...
A partir de hoje, começo a renascer!
Renascer
Tal como o sol renasce
Depois de uma tempestade
Eu renasci
Com sede de verdade
O sangue corre-me quente nas veias
Sentindo o mundo, a lutar por mim
Já não me conformo em observar por janelas
Já não desejo nenhum fim
Estou farto de esperar algo
Quero verdade, quero honestidade
Quero saber quem está comigo
Quero sentir a minha liberdade
Não quero ser mais a vitima da tempestade
Quero ser o seu causador
E luto por isso com ansiedade
Sou um eterno lutador
Posso não saber se alguma vez fui amado
Mas sei que serei sempre admirado
E se já não o sou agora
Se-lo-ei na proxima hora
Se a disciplina antes não me dumou
Jamais me dumará agora
A fraqueza, hibernou
E agora ninguém me mandará embora!
Depois de uma tempestade
Eu renasci
Com sede de verdade
O sangue corre-me quente nas veias
Sentindo o mundo, a lutar por mim
Já não me conformo em observar por janelas
Já não desejo nenhum fim
Estou farto de esperar algo
Quero verdade, quero honestidade
Quero saber quem está comigo
Quero sentir a minha liberdade
Não quero ser mais a vitima da tempestade
Quero ser o seu causador
E luto por isso com ansiedade
Sou um eterno lutador
Posso não saber se alguma vez fui amado
Mas sei que serei sempre admirado
E se já não o sou agora
Se-lo-ei na proxima hora
Se a disciplina antes não me dumou
Jamais me dumará agora
A fraqueza, hibernou
E agora ninguém me mandará embora!
RENASCI DAS CINZAS
Todos os rios passam...
Todos os ventos...
Todos os sofrimentos.
Passas por mim e nem notas.
Ou percebes?
Que o sorriso voltou a morar no meu rosto.
Já não tenho a expressão de desgosto.
Tudo passa.
És do passado.
De um livro fechado.
Um cofre lacrado.
Se muito me magoaste.
Nem notaste...
E que as feridas cicatrizaram?
Teus olhos notaram?
A verdade é que nada disso mais importa.
Fechei uma porta.
Falo aqui de um moro.
Que renasceu como fênix e voa de encontro a um novo sol.
Uma ave esplendida que acredita no sol.
Todos os ventos...
Todos os sofrimentos.
Passas por mim e nem notas.
Ou percebes?
Que o sorriso voltou a morar no meu rosto.
Já não tenho a expressão de desgosto.
Tudo passa.
És do passado.
De um livro fechado.
Um cofre lacrado.
Se muito me magoaste.
Nem notaste...
E que as feridas cicatrizaram?
Teus olhos notaram?
A verdade é que nada disso mais importa.
Fechei uma porta.
Falo aqui de um moro.
Que renasceu como fênix e voa de encontro a um novo sol.
Uma ave esplendida que acredita no sol.
RENASCI PARA UM NOVO DESTINO
Passaste por mim como um relâmpago que rasga o ceu na efemeridade do tempo.
Foste em mim o tudo que se fez nada,e o nada que se fez tudo.
Foste a causa ,mas não a causadora.
Foste a nascente mas não a fonte onde jorra o amor.
Nesse rio onde me vis-te desabrochar,ficaste eternamente na outra margem,sem nunca arranjares coragem de atravessares o rio onde me poderias encontrar.
Na margem onde desabrocharam os meus sonhos,contemplei-te sempre de longe com medo que teus raios me ferissem o olhar,naquele tempo que foi nosso.
Queria que tivesses sido o sol que me faria crescer,mas foste a trovoada que me derrubava a cada instante.
Queria que tivesses sido a chuva que me matasse a sede,mas foste a enchente que me alagava as ilusões.
Era silêncioso o rio que nos separava,asim como eram silênciosos os diálogos que teimosamente trocávamos.
Desabrochei enfim quando o teu raio de luz desapareceu no horizonte e se desfez na terra húmida,perdendo toda a sua força e o seu brilho.
Encontrei-te nas tuas fraquezas e nos meus medos de menio.
Encontrei-te na tua dolorosa partida,e no vazio da tua ausência.
Encontei-te e compreendi a missão que te tinham destinado.
Agarrei então nessa energia que de ti se afastava,nesse brilho que enfim me querias transmitir.
Agarrei-o com as minhas duas mãos sedentas desse amor há tanto tempo adiado.
Iluminei a minha vida e o meu caminho,E
RENASCI PARA UM NOVO DESTINO..
Foste em mim o tudo que se fez nada,e o nada que se fez tudo.
Foste a causa ,mas não a causadora.
Foste a nascente mas não a fonte onde jorra o amor.
Nesse rio onde me vis-te desabrochar,ficaste eternamente na outra margem,sem nunca arranjares coragem de atravessares o rio onde me poderias encontrar.
Na margem onde desabrocharam os meus sonhos,contemplei-te sempre de longe com medo que teus raios me ferissem o olhar,naquele tempo que foi nosso.
Queria que tivesses sido o sol que me faria crescer,mas foste a trovoada que me derrubava a cada instante.
Queria que tivesses sido a chuva que me matasse a sede,mas foste a enchente que me alagava as ilusões.
Era silêncioso o rio que nos separava,asim como eram silênciosos os diálogos que teimosamente trocávamos.
Desabrochei enfim quando o teu raio de luz desapareceu no horizonte e se desfez na terra húmida,perdendo toda a sua força e o seu brilho.
Encontrei-te nas tuas fraquezas e nos meus medos de menio.
Encontrei-te na tua dolorosa partida,e no vazio da tua ausência.
Encontei-te e compreendi a missão que te tinham destinado.
Agarrei então nessa energia que de ti se afastava,nesse brilho que enfim me querias transmitir.
Agarrei-o com as minhas duas mãos sedentas desse amor há tanto tempo adiado.
Iluminei a minha vida e o meu caminho,E
RENASCI PARA UM NOVO DESTINO..
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Começar De Novo
Saio da escuridão...
Titubeio,piso em falso...
A luz ofusca a visão,
Persisto no encalço
De ir de encontro à luz!
Esforço-me, cambaleio,
Corpo pesado, passos cansados,
Descompassados, sem precisão...
Recomeçar é preciso,
Livrar-me do castigo
A que me condenei...
Livrar-me dos pecados
Que me foram atirados
Sem eu mesmo saber porquê...
Sem direito de me defender...
“Eu, pecador, confesso...”
A culpa que não cometi,
As dores que muito sofri,
As lágrimas que tanto verti,
Agora volto e protesto...
Quero a absolvição!!!...
Se amar demais é pecado
Morro sem pedir perdão...
Pois amar foi o que mais fiz,
Não me importa se a pessoa errada,
Não me importa se fui enganado...
Mas foi o amor que eu sempre quis!
Titubeio,piso em falso...
A luz ofusca a visão,
Persisto no encalço
De ir de encontro à luz!
Esforço-me, cambaleio,
Corpo pesado, passos cansados,
Descompassados, sem precisão...
Recomeçar é preciso,
Livrar-me do castigo
A que me condenei...
Livrar-me dos pecados
Que me foram atirados
Sem eu mesmo saber porquê...
Sem direito de me defender...
“Eu, pecador, confesso...”
A culpa que não cometi,
As dores que muito sofri,
As lágrimas que tanto verti,
Agora volto e protesto...
Quero a absolvição!!!...
Se amar demais é pecado
Morro sem pedir perdão...
Pois amar foi o que mais fiz,
Não me importa se a pessoa errada,
Não me importa se fui enganado...
Mas foi o amor que eu sempre quis!
Das agruras que a vida me deu,
Somente a esperança restou,
A mim próprio se comoveu,
E não outro por mim só aqui estou.
Tinha muito que dizer desta vida,
O quanto em mim ela me pesou,
Mas, a dada altura, ela foi vivida,
E o que era duro leve se tornou.
Ainda hoje me pergunto o porquê
De tanta incongruência assim,
Se tudo o que visionava perto se vê,
Quando descobri que é melhor viver
Do que morrer em vida aqui,
Onde cabe-nos apenas enaltecer.
"UNKNOWN"
Somente a esperança restou,
A mim próprio se comoveu,
E não outro por mim só aqui estou.
Tinha muito que dizer desta vida,
O quanto em mim ela me pesou,
Mas, a dada altura, ela foi vivida,
E o que era duro leve se tornou.
Ainda hoje me pergunto o porquê
De tanta incongruência assim,
Se tudo o que visionava perto se vê,
Quando descobri que é melhor viver
Do que morrer em vida aqui,
Onde cabe-nos apenas enaltecer.
"UNKNOWN"
domingo, 3 de maio de 2009
Eu Sonhei um Sonho
Eu sonhei um sonho num tempo que já se foi
Quando esperanças eram elevadas e valia a pena viver
Eu sonhei que o amor nunca morreria
Eu sonhei que Deus estaria perdoando
Então eu era jovem e destemido
Quando sonhos eram feitos e usados e desperdiçados
Não havia nenhum resgate a ser pago
Nenhuma canção não cantada, nenhum vinho intocado
Mas os tigres vêm à noite
Com suas vozes suaves como trovão
Como eles despedaçam sua esperança
Transformando seus sonhos em vergonha
E ainda sim sonhei que el veio até mim
E que viveríamos os anos juntos
Mas há sonhos que não podem ser
E há tempestades que não podemos prever
Eu tive um sonho que minha vida seria
Tão diferente deste inferno que estou vivendo
Tão diferente daquilo que parecia
Agora a vida matou o sonho que sonhei
"Les Misarables"
Quando esperanças eram elevadas e valia a pena viver
Eu sonhei que o amor nunca morreria
Eu sonhei que Deus estaria perdoando
Então eu era jovem e destemido
Quando sonhos eram feitos e usados e desperdiçados
Não havia nenhum resgate a ser pago
Nenhuma canção não cantada, nenhum vinho intocado
Mas os tigres vêm à noite
Com suas vozes suaves como trovão
Como eles despedaçam sua esperança
Transformando seus sonhos em vergonha
E ainda sim sonhei que el veio até mim
E que viveríamos os anos juntos
Mas há sonhos que não podem ser
E há tempestades que não podemos prever
Eu tive um sonho que minha vida seria
Tão diferente deste inferno que estou vivendo
Tão diferente daquilo que parecia
Agora a vida matou o sonho que sonhei
"Les Misarables"
Eu queimo, eu definho, eu pereço
Porque vivo nosso conto de fadas
Até te encontrar num recomeço
Em dias de céus, e dias de nadas.
Quedamo-nos nas fofas camadas
De ti e de mim, mais me conheço...
Eu queimo, eu definho, eu pereço
Porque vivo nosso conto de fadas.
E simplesmente por te amar, teço,
Palavras na superfície espelhada,
Em que te vejo, no meu avesso
Cozo, fio em teus beijos, alucinado,
Eu queimo, eu definho, eu pereço...
Porque vivo nosso conto de fadas
Até te encontrar num recomeço
Em dias de céus, e dias de nadas.
Quedamo-nos nas fofas camadas
De ti e de mim, mais me conheço...
Eu queimo, eu definho, eu pereço
Porque vivo nosso conto de fadas.
E simplesmente por te amar, teço,
Palavras na superfície espelhada,
Em que te vejo, no meu avesso
Cozo, fio em teus beijos, alucinado,
Eu queimo, eu definho, eu pereço...
terça-feira, 28 de abril de 2009
Amor Karmico
Os caminhos haviam sido separados
De vida a vida
Nada mais que recordações
De momentos passados
Nos dias que não são
E nas noites que não chegam a ser
Dormem essas almas inquietas
Ate o dia amanhecer
Espero algures entre elas
Sem coragem para procurar
Tenho medo de não te ver
E saber que preciso de te encontrar
Talvez volte a nascer noutra pele
Sitio, corpo, sei lá
Esta estúpida lei do karma
Que nos une e separará
Espero com paciência e calma
Em caminhos que conhece a alma
São palavras vãs e loucas
De teus belos lábios
E de tão sabias bocas
De vida a vida
Nada mais que recordações
De momentos passados
Nos dias que não são
E nas noites que não chegam a ser
Dormem essas almas inquietas
Ate o dia amanhecer
Espero algures entre elas
Sem coragem para procurar
Tenho medo de não te ver
E saber que preciso de te encontrar
Talvez volte a nascer noutra pele
Sitio, corpo, sei lá
Esta estúpida lei do karma
Que nos une e separará
Espero com paciência e calma
Em caminhos que conhece a alma
São palavras vãs e loucas
De teus belos lábios
E de tão sabias bocas
Anseio Morrer
Observando esta chama que consome o dia,
Em luz pálida que se confunde com aurora,
Desperta em mim a saudade e então
O desejo de estar morto revigora.
De conformismos leva-se a vida adiante
Embora não ouse assim denominar esta existência,
Vida, mas que é esta vida ?
Apenas palavras ternas em desalento junto às criptas,
Nos passeios nocturnos de flores e lágrimas recolhidas.
Em aflitas súplicas surdas pois não podes atender-me,
Incerto é rumo que levo quando caminho já no escuro
Repousando em pedra fria junto ao teu leito.
Na sinfonia de incontáveis lamentos de espectros
E criaturas indômitas em sombras e variadas tristezas.
Que desabe a noite em amor declamado,
Diante de profanas fogueiras de paixão,
Turve minha vista,entorpeça meu coração e sangue amargo não corra,
Para que então encontre a paz repousando n`algum caixão.
Em luz pálida que se confunde com aurora,
Desperta em mim a saudade e então
O desejo de estar morto revigora.
De conformismos leva-se a vida adiante
Embora não ouse assim denominar esta existência,
Vida, mas que é esta vida ?
Apenas palavras ternas em desalento junto às criptas,
Nos passeios nocturnos de flores e lágrimas recolhidas.
Em aflitas súplicas surdas pois não podes atender-me,
Incerto é rumo que levo quando caminho já no escuro
Repousando em pedra fria junto ao teu leito.
Na sinfonia de incontáveis lamentos de espectros
E criaturas indômitas em sombras e variadas tristezas.
Que desabe a noite em amor declamado,
Diante de profanas fogueiras de paixão,
Turve minha vista,entorpeça meu coração e sangue amargo não corra,
Para que então encontre a paz repousando n`algum caixão.
Sem Mim
Hoje sinto-me sem mim
Sinto-me absolutamente só
Espanta– me tanto vazio
Tanta falta de ser e de viver
Os círculos que desenho
Os círculos que me aprisionam a alma
Os círculos que insisto em reviver...
Dói– me...
Dói– me o último sopro...
Dói– me o prenúncio...
Esta coisa de ficar torto no meu canto(...)
Esta coisa de ultrapassar todo entendimento (...)
Esta coisa de trilhar um caminho único (...)
Aprisiono– me a cada ir, a cada vir, a cada permanecer
Aprisiono– me num existir sem porquê...
Aprisiono– me num corpo que já há tempos deveria ir...
Sou sem ser e vivo sem viver
Se rio, não por ser feliz...
Se choro, não por ser infeliz...
Automático...É isso que me tornei...
Um dia após o outro...Cada um muito igual...Quase sempre...
Uma árvore, não é árvore se não tem folhas, se não tem frutos...
Um mar, não é mar se não tem areia, se não tem frutos...
E uma lua, viventes, não é lua se não tem amantes a para a adorar...
O que é um humano sem razão...Se não um morto andante...
O que é um humano sem razão...Se não um ser sem necessidade...
Além de só em si...Inútil à humanidade...
Além de só em si...Sem necessidade...
Se há mais de um existir, seguramente já me cansam as andanças...
E maior presente não haveria se não o direito de interromper toda esta caminhada...
Este relato de idas e vindas passadas, uma alma envelhecida e acabada...
Já não serve para isto aqui...
Nem sabedoria, nem ingenuidade...
Apenas cansaço...Apenas cicatrizes...
Nem mansidão, nem impetuosidade...
Apenas resignação...
A cada amanhancer imploro que seja o último...
E a cada anoitecer imploro que não venha o seguinte...
Absoluta impotência...
Absoluta falta de escolha...
Absoluto endividamento espiritual...
Talvez sim, talvez espiritual...
Porque de sentimento já nem ouso falar...
Esse sentimento que se emaranha e se definha...
E se essa tal de aura é algo que alguém possa ver...Possa sonhar...Possa imaginar...
Acho que é uma velinha no fim da noite fria...Quase invisível....
Quase inexistente...
Apenas à espera de um sopro misericordioso de algo ou alguém bondoso...
Adeus...Talvez seja quase um ainda Adeus...Timido e torto no seu canto.
Sinto-me absolutamente só
Espanta– me tanto vazio
Tanta falta de ser e de viver
Os círculos que desenho
Os círculos que me aprisionam a alma
Os círculos que insisto em reviver...
Dói– me...
Dói– me o último sopro...
Dói– me o prenúncio...
Esta coisa de ficar torto no meu canto(...)
Esta coisa de ultrapassar todo entendimento (...)
Esta coisa de trilhar um caminho único (...)
Aprisiono– me a cada ir, a cada vir, a cada permanecer
Aprisiono– me num existir sem porquê...
Aprisiono– me num corpo que já há tempos deveria ir...
Sou sem ser e vivo sem viver
Se rio, não por ser feliz...
Se choro, não por ser infeliz...
Automático...É isso que me tornei...
Um dia após o outro...Cada um muito igual...Quase sempre...
Uma árvore, não é árvore se não tem folhas, se não tem frutos...
Um mar, não é mar se não tem areia, se não tem frutos...
E uma lua, viventes, não é lua se não tem amantes a para a adorar...
O que é um humano sem razão...Se não um morto andante...
O que é um humano sem razão...Se não um ser sem necessidade...
Além de só em si...Inútil à humanidade...
Além de só em si...Sem necessidade...
Se há mais de um existir, seguramente já me cansam as andanças...
E maior presente não haveria se não o direito de interromper toda esta caminhada...
Este relato de idas e vindas passadas, uma alma envelhecida e acabada...
Já não serve para isto aqui...
Nem sabedoria, nem ingenuidade...
Apenas cansaço...Apenas cicatrizes...
Nem mansidão, nem impetuosidade...
Apenas resignação...
A cada amanhancer imploro que seja o último...
E a cada anoitecer imploro que não venha o seguinte...
Absoluta impotência...
Absoluta falta de escolha...
Absoluto endividamento espiritual...
Talvez sim, talvez espiritual...
Porque de sentimento já nem ouso falar...
Esse sentimento que se emaranha e se definha...
E se essa tal de aura é algo que alguém possa ver...Possa sonhar...Possa imaginar...
Acho que é uma velinha no fim da noite fria...Quase invisível....
Quase inexistente...
Apenas à espera de um sopro misericordioso de algo ou alguém bondoso...
Adeus...Talvez seja quase um ainda Adeus...Timido e torto no seu canto.
No Dia Da Minha Morte
No dia da minha morte
Nada de novo.
Não haverá respostas,
Não haverá lamentos
(E se os houver, qual a diferença neles!)
Não haverá nada,
Nada que não agora.
Cessarei de existir?
Talvez, se existo,
Ou talvez não, ainda que exista,
Ou talvez sim ou não
Por nunca ter existido.
Talvez seja a mudança,
Talvez seja a continuação,
Talvez seja o final de algo com ou sem início,
Talvez não seja nada.
A morte.
Reflexo último da doença da preocupação,
Da impossibilidade intrínseca de nos provar existentes,
Inerente á nossa afirmada existência,
Do medo do nomeado desconhecido
(Por nós que tudo desconhecemos).
No dia da minha morte...
No vosso dia da minha morte.
Sim, vosso, porque dele farão o que quiserem,
No dia em que nada poderei fazer de mim.
O meu dia que não é meu,
Da minha morte que não é minha,
Da minha existência que não conheço,
Da minha realidade tangencial.
E o momento único e singular
Do terminar de tudo o que tem nome,
Da morte das palavras opressores,
Do fim de toda a reflexão sobre a reflexão,
Do término do terreno em mim se sou terreno,
Ou do divino e eterno se assim sou
Depois?
Depois não sei! Talvez mais nada.
E que seja tudo, o que importa?
Nada de novo.
Não haverá respostas,
Não haverá lamentos
(E se os houver, qual a diferença neles!)
Não haverá nada,
Nada que não agora.
Cessarei de existir?
Talvez, se existo,
Ou talvez não, ainda que exista,
Ou talvez sim ou não
Por nunca ter existido.
Talvez seja a mudança,
Talvez seja a continuação,
Talvez seja o final de algo com ou sem início,
Talvez não seja nada.
A morte.
Reflexo último da doença da preocupação,
Da impossibilidade intrínseca de nos provar existentes,
Inerente á nossa afirmada existência,
Do medo do nomeado desconhecido
(Por nós que tudo desconhecemos).
No dia da minha morte...
No vosso dia da minha morte.
Sim, vosso, porque dele farão o que quiserem,
No dia em que nada poderei fazer de mim.
O meu dia que não é meu,
Da minha morte que não é minha,
Da minha existência que não conheço,
Da minha realidade tangencial.
E o momento único e singular
Do terminar de tudo o que tem nome,
Da morte das palavras opressores,
Do fim de toda a reflexão sobre a reflexão,
Do término do terreno em mim se sou terreno,
Ou do divino e eterno se assim sou
Depois?
Depois não sei! Talvez mais nada.
E que seja tudo, o que importa?
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Morte Doce Morte
Morte doce Morte
Só mesmo tu, para curar a minha dor
A dor do Amor
Todos a temem, porém a aceitam
Muitas vezes és um alívio
Alívio para o sofrimento da dor.
Morte doce Morte, Tu comandas
Os erros e os acertos;
O amor faz mal... e as vezes faz bem..
Não o sabe ainda
Quem não o teve
E que não sofreu também.
Morte doce Morte, leva embora essa dor
A dor do eterno amor;
Mesmo sem tempo
Leva contigo todo este meu sofrimento;
Mesmo que ainda haja algum contratempo;
Morte doce Morte; não sei se amo
Ou se odeio, sofro em meus anseios
Em meio de pensamentos e desejos
Cujos quais não sei posso ter.
Morte, responde-me se fores capaz.
És inteligente, suficientemente
Para me explicar o motivo de tanta Dor.
Se tu não sabes, leva-me embora,
Pois sofro, sem ao menos ter um porquê.
Só mesmo tu, para curar a minha dor
A dor do Amor
Todos a temem, porém a aceitam
Muitas vezes és um alívio
Alívio para o sofrimento da dor.
Morte doce Morte, Tu comandas
Os erros e os acertos;
O amor faz mal... e as vezes faz bem..
Não o sabe ainda
Quem não o teve
E que não sofreu também.
Morte doce Morte, leva embora essa dor
A dor do eterno amor;
Mesmo sem tempo
Leva contigo todo este meu sofrimento;
Mesmo que ainda haja algum contratempo;
Morte doce Morte; não sei se amo
Ou se odeio, sofro em meus anseios
Em meio de pensamentos e desejos
Cujos quais não sei posso ter.
Morte, responde-me se fores capaz.
És inteligente, suficientemente
Para me explicar o motivo de tanta Dor.
Se tu não sabes, leva-me embora,
Pois sofro, sem ao menos ter um porquê.
Vestido de Morte
Visto a negra capa da morte
E preparo o túmulo
Onde depositarás rosas
Vermelhas,
Como os lábios
Que nunca quiseste beijar.
Pertenço-te,
Sem que me queiras,
Como doença maldita
Que desprezas
E afastas,
E mesmo assim
Sinto-me apenas teu,
Enfermo que sou.
Abro as mãos
A novos amores
E esgueiro-me pela porta
Antes do toque inicial,
Como se te traísse,
Como se também tu fosses minha.
Visto a capa negra da morte
E preparo o túmulo
Onde me deito,
Porque já nada mais me importa…
Porque já nada mais me diz respeito...
E preparo o túmulo
Onde depositarás rosas
Vermelhas,
Como os lábios
Que nunca quiseste beijar.
Pertenço-te,
Sem que me queiras,
Como doença maldita
Que desprezas
E afastas,
E mesmo assim
Sinto-me apenas teu,
Enfermo que sou.
Abro as mãos
A novos amores
E esgueiro-me pela porta
Antes do toque inicial,
Como se te traísse,
Como se também tu fosses minha.
Visto a capa negra da morte
E preparo o túmulo
Onde me deito,
Porque já nada mais me importa…
Porque já nada mais me diz respeito...
Post Mortem
Na manhã passada
Abandonei meu lar, meu corpo…
Sim, é verdade, estou morto!
Já fui autopsiado
Passaram a certidão de óbito
Morri de amor prolongado
Agora vejo tudo de fora
Aqueles que me amavam em luto
Vejo aqueles que choram
E desejo tanto tocar-lhes
Dizer-lhes que não morri de facto
Que morrer é só um acto
Que habitarei algures num astro
A observar o mundo sem mim
A observar aqueles que amo
Estarei sempre do seu lado
A morte não é um abandono
É um adorno da vida
Um reforço de identidade
Os que me amavam continuarão a amar-me
E uma ou outra vez me lembrarão com saudade
E os que me odiavam
Também sentirão a minha falta
Também uma ou outra vez
Lembrarão o ódio que me tinham
Quando por acaso de mim se falar nos cafés
Agora, vejo meu corpo deitado
Mãos cruzadas, sorriso nos lábios…
Só me dói ver-vos chorar
A claustrofobia deste espaço
Não, não choreis…
Guardai de mim uma lembrança, um retrato
Usai a vossa memória fotográfica
Não, não quero flores…
Nem importa se a sepultura
É de granito ou de mármore
Guardai só para mim um espaço
Uns minutos que seja num ano
Eu assim vos guardarei de facto
Morto e em luto
É meu luto minha morte
Na verdade, perdi muito, muito mais
Eu perdi todos vós
Vós perdestes um só…
Adeus
Abandonei meu lar, meu corpo…
Sim, é verdade, estou morto!
Já fui autopsiado
Passaram a certidão de óbito
Morri de amor prolongado
Agora vejo tudo de fora
Aqueles que me amavam em luto
Vejo aqueles que choram
E desejo tanto tocar-lhes
Dizer-lhes que não morri de facto
Que morrer é só um acto
Que habitarei algures num astro
A observar o mundo sem mim
A observar aqueles que amo
Estarei sempre do seu lado
A morte não é um abandono
É um adorno da vida
Um reforço de identidade
Os que me amavam continuarão a amar-me
E uma ou outra vez me lembrarão com saudade
E os que me odiavam
Também sentirão a minha falta
Também uma ou outra vez
Lembrarão o ódio que me tinham
Quando por acaso de mim se falar nos cafés
Agora, vejo meu corpo deitado
Mãos cruzadas, sorriso nos lábios…
Só me dói ver-vos chorar
A claustrofobia deste espaço
Não, não choreis…
Guardai de mim uma lembrança, um retrato
Usai a vossa memória fotográfica
Não, não quero flores…
Nem importa se a sepultura
É de granito ou de mármore
Guardai só para mim um espaço
Uns minutos que seja num ano
Eu assim vos guardarei de facto
Morto e em luto
É meu luto minha morte
Na verdade, perdi muito, muito mais
Eu perdi todos vós
Vós perdestes um só…
Adeus
Tentas-Te
Tentaste destruir,
Voltei a construir.
Quase mataste o sonho,
No entanto voltei a sonhar.
Destruíste a estrada...Continuei a caminhada.
Como se tudo isso não bastasse,
Abraçaste os meus medos,
Com o intuito de me destruir.
Ganhei força para de novo construir.
Cada vez que destruíste,
Voltei a construir tudo de novo,
Degrau a degrau; tijolo a Tijolo.
Sinto que nasci para isso.
Não para ser vitorioso mas para derrubar obstáculos,
Barreiras que nunca pensei vir a superar.
Agradeço-te, porque na destruição,
Construíste, o que hoje sou.
Entre dor e sofrimento criaste ambição.
Ensinaste a lutar quem nunca lutou.
A Tua única Glória será a tua derrota.
O de teres ajudado a construir,
O que tanto lutaste para destruir.
Voltei a construir.
Quase mataste o sonho,
No entanto voltei a sonhar.
Destruíste a estrada...Continuei a caminhada.
Como se tudo isso não bastasse,
Abraçaste os meus medos,
Com o intuito de me destruir.
Ganhei força para de novo construir.
Cada vez que destruíste,
Voltei a construir tudo de novo,
Degrau a degrau; tijolo a Tijolo.
Sinto que nasci para isso.
Não para ser vitorioso mas para derrubar obstáculos,
Barreiras que nunca pensei vir a superar.
Agradeço-te, porque na destruição,
Construíste, o que hoje sou.
Entre dor e sofrimento criaste ambição.
Ensinaste a lutar quem nunca lutou.
A Tua única Glória será a tua derrota.
O de teres ajudado a construir,
O que tanto lutaste para destruir.
Metamorfose
O que eu, um dia, fui não serei mais e não sou.
Tem momentos que olho para trás e fico devastado
Ao ver tudo o que por mim passou, assim de rajada,
Como um simples fôlego que sobreviveu e se matou.
Caminho entre as nuvens do que sobrou,
Entre as incógnitas e as gastas pedras da calçada
Contemplo os sussurros destas ruínas, sentado,
Num banco de pedra e de tempo que acabou.
Em metamorfose fiz-me e desfiz-me de mim:
Ri bem alto e calei em segredo;
Gritei tão baixinho e chorei de medo.
Em metamorfose vivi e morri vezes sem mim:
Abri os olhos e ceguei com o que vi;
Dei a alma e sufoquei com o que senti.
E longe de tudo aquilo que eu fui
Fica a certeza de quem sempre serei,
Perto de um passado que se diluí.
Tem momentos que olho para trás e fico devastado
Ao ver tudo o que por mim passou, assim de rajada,
Como um simples fôlego que sobreviveu e se matou.
Caminho entre as nuvens do que sobrou,
Entre as incógnitas e as gastas pedras da calçada
Contemplo os sussurros destas ruínas, sentado,
Num banco de pedra e de tempo que acabou.
Em metamorfose fiz-me e desfiz-me de mim:
Ri bem alto e calei em segredo;
Gritei tão baixinho e chorei de medo.
Em metamorfose vivi e morri vezes sem mim:
Abri os olhos e ceguei com o que vi;
Dei a alma e sufoquei com o que senti.
E longe de tudo aquilo que eu fui
Fica a certeza de quem sempre serei,
Perto de um passado que se diluí.
domingo, 26 de abril de 2009
Nas Profundezas do Silêncio
No reflexo de um espelho
Partido pela vida
Vermelhas são as lágrimas que vejo
Sinais tocantes da melancolia
Ao redor de um quarto escuro
Papéis rasgados deitados ao chão
Paredes sujas com um sangue impuro
Actos desesperados de redenção
Nas profundezas do silêncio procuro-te
Gritos ecoam no vazio
Vozes distantes com ouvidos surdos
Eis que há alguém escondido neste labirinto
Vejo vultos negros no meio da multidão
Pequena luz que se acende
Eu vejo-te almejando proteção
Preciosa alma que me compreende
Amor sublime que suavemente invade meu peito
Tristeza que ainda em meu coração jaz
Partirá afogada por nossos doces momentos
Tu eras a única que me traria a paz..
Partido pela vida
Vermelhas são as lágrimas que vejo
Sinais tocantes da melancolia
Ao redor de um quarto escuro
Papéis rasgados deitados ao chão
Paredes sujas com um sangue impuro
Actos desesperados de redenção
Nas profundezas do silêncio procuro-te
Gritos ecoam no vazio
Vozes distantes com ouvidos surdos
Eis que há alguém escondido neste labirinto
Vejo vultos negros no meio da multidão
Pequena luz que se acende
Eu vejo-te almejando proteção
Preciosa alma que me compreende
Amor sublime que suavemente invade meu peito
Tristeza que ainda em meu coração jaz
Partirá afogada por nossos doces momentos
Tu eras a única que me traria a paz..
Odeio--me
Ah! Como me odeio
Por não te ter entendido.
Odeio-me por te ter deixado partir,
Odeio-me por ter dito palavras que não queria,
Por te amar, mais do que deveria.
Odeio-me por te odiar ou mesmo
Por não saber odiar-te.
Odeio-me tanto que chego a amar-te.
Odeio-me por não ter dado o beijo de despedida,
Por não ter ido à tua partida.
Odeio-me por ter deixado tudo passar em branco.
Odeio-me, mais ainda por ter negado o teu amor.
Odeio-me por nunca ter dito que a amava
Ou que ainda a amo.
Odeio-me tanto por querer esquecer-te,
Por não deixar de pensar em ti.
Ah! Como me odeio
Por ter deixado esta história morrer
Sem antes mesmo de nascer.
Por não te ter entendido.
Odeio-me por te ter deixado partir,
Odeio-me por ter dito palavras que não queria,
Por te amar, mais do que deveria.
Odeio-me por te odiar ou mesmo
Por não saber odiar-te.
Odeio-me tanto que chego a amar-te.
Odeio-me por não ter dado o beijo de despedida,
Por não ter ido à tua partida.
Odeio-me por ter deixado tudo passar em branco.
Odeio-me, mais ainda por ter negado o teu amor.
Odeio-me por nunca ter dito que a amava
Ou que ainda a amo.
Odeio-me tanto por querer esquecer-te,
Por não deixar de pensar em ti.
Ah! Como me odeio
Por ter deixado esta história morrer
Sem antes mesmo de nascer.
Musa
Oh! minha musa de pedra porque não choras
Tens um sorriso gelado, sem lágrimas no olhar
Deixa-me ir contigo ao espaço onde moras
Deixa-me ficar ao teu lado, em teu eterno lar
Quero ficar ao teu lado, bem acima do mundo
Para ver as nuvens brancas ao clarear a aurora
Do sol quero estar a poucos e breves segundos
Para ver da amplitude tudo que há lá por fora
Transporta-me em ascensão, na nave espacial
Que o homem não consegue construir igual
Onde os Deuses pagãos viverão eternamente
Neste local, milhões de anos viverei contigo
Vendo brumas seculares vindas do mundo antigo
Os poetas e os heróis que se foram para sempre.
Tens um sorriso gelado, sem lágrimas no olhar
Deixa-me ir contigo ao espaço onde moras
Deixa-me ficar ao teu lado, em teu eterno lar
Quero ficar ao teu lado, bem acima do mundo
Para ver as nuvens brancas ao clarear a aurora
Do sol quero estar a poucos e breves segundos
Para ver da amplitude tudo que há lá por fora
Transporta-me em ascensão, na nave espacial
Que o homem não consegue construir igual
Onde os Deuses pagãos viverão eternamente
Neste local, milhões de anos viverei contigo
Vendo brumas seculares vindas do mundo antigo
Os poetas e os heróis que se foram para sempre.
sábado, 25 de abril de 2009
Não Quero Esqueçer-te
Quando chega a noite,
Vou aos poucos entristecendo ...
Vou-me imaginando deitado
Na cama preparada, com os lençóis
Que poderiam fazer parte
De um cenário de Amor.
Deito ...
Apenas meu corpo nela se encontra ...
Pois ela se torna fria
Com os meus pensamentos tão distantes,
Que quase chego a alcançar-te...
Eles vão sempre na mesma direção...
O subconsciente sabe onde encontrar-te...
Reluto, em busca dos
Pensamentos que criam e procuram forças
Para mais uma noite ultrapassar...
Sem que ao meu lado, tu queiras estar.
Pelo cansaço sou vencido,
E acho que como consolo,
O sono toma-me e, adormeço ...
Para que a dor da tua ausência,
Não mais me atormente.
Amanheceu ...
O Sol veio-me cumprimentar...
Mas só ele ...
Mais um dia de extrema solidão,
Pois tu não me extenderás a mão
Para me fazer um carinho
Ou sequer expressar,
Um desejo de ... Bom Dia !
No decorrer do dia
Não controlo os meus pensamentos e
Minhas preocupações contigo ...
No amor é assim...
Quem ama de verdade,
Já passou ou passa por tudo isto...
Entende bem os mistérios do coração.
Mas estes sentimentos acabam abafados,
Reprimidos, pois não são correspondidos.
Ouço uma música ...
Mais uma, das que me elevam
A mundos diferentes, ricos de fantasias ...
Paro e, novamente divagando...
Vens tu à minha mente.
A imaginação voa ...
Transporta-me aos sonhos
De nos teus braços estar
E de felicidade, até chorar...
Tudo não passa de lindos sonhos
Que jamais se realizarão ...
Pois não fui feito para ti,
E nem tu nasces-te para mim...
Que pena, que tudo tenha que ser assim!
Mas como dizer a um coração apaixonado
Que ele não pode sofrer assim...
Que ele não pode entregar-se...
Que ele tem que apagar tudo isto
De dentro de mim ?
Não é fácil ...
Pois não se passa uma borracha
Nos sentimentos, muito menos
Existem cicatrizantes para as
Marcas deixadas e enraízadas
Num simples e modesto coração
Que está apenas apaixonado ...
Ao mesmo tempo, vem a dúvida!
Como esquecer alguém
Que Amo tanto ?
E que mesmo não sendo recíproco
Tanto bem, já me proporcionou?
Como tentar apagar da minha lembrança
Alguém que chegou,
E do meu coração se apoderou ?
Mas ...
É como dizemos diariamente...
Na dúvida, não faças nada!
Deixa simplesmente acontecer...
Entregue tudo a "Deus" !
Que ele entenderá os teus sentimentos...
Porque na realidade
EU PRECISO ...
MAS NÃO QUERO ESQUECER-TE !
Vou aos poucos entristecendo ...
Vou-me imaginando deitado
Na cama preparada, com os lençóis
Que poderiam fazer parte
De um cenário de Amor.
Deito ...
Apenas meu corpo nela se encontra ...
Pois ela se torna fria
Com os meus pensamentos tão distantes,
Que quase chego a alcançar-te...
Eles vão sempre na mesma direção...
O subconsciente sabe onde encontrar-te...
Reluto, em busca dos
Pensamentos que criam e procuram forças
Para mais uma noite ultrapassar...
Sem que ao meu lado, tu queiras estar.
Pelo cansaço sou vencido,
E acho que como consolo,
O sono toma-me e, adormeço ...
Para que a dor da tua ausência,
Não mais me atormente.
Amanheceu ...
O Sol veio-me cumprimentar...
Mas só ele ...
Mais um dia de extrema solidão,
Pois tu não me extenderás a mão
Para me fazer um carinho
Ou sequer expressar,
Um desejo de ... Bom Dia !
No decorrer do dia
Não controlo os meus pensamentos e
Minhas preocupações contigo ...
No amor é assim...
Quem ama de verdade,
Já passou ou passa por tudo isto...
Entende bem os mistérios do coração.
Mas estes sentimentos acabam abafados,
Reprimidos, pois não são correspondidos.
Ouço uma música ...
Mais uma, das que me elevam
A mundos diferentes, ricos de fantasias ...
Paro e, novamente divagando...
Vens tu à minha mente.
A imaginação voa ...
Transporta-me aos sonhos
De nos teus braços estar
E de felicidade, até chorar...
Tudo não passa de lindos sonhos
Que jamais se realizarão ...
Pois não fui feito para ti,
E nem tu nasces-te para mim...
Que pena, que tudo tenha que ser assim!
Mas como dizer a um coração apaixonado
Que ele não pode sofrer assim...
Que ele não pode entregar-se...
Que ele tem que apagar tudo isto
De dentro de mim ?
Não é fácil ...
Pois não se passa uma borracha
Nos sentimentos, muito menos
Existem cicatrizantes para as
Marcas deixadas e enraízadas
Num simples e modesto coração
Que está apenas apaixonado ...
Ao mesmo tempo, vem a dúvida!
Como esquecer alguém
Que Amo tanto ?
E que mesmo não sendo recíproco
Tanto bem, já me proporcionou?
Como tentar apagar da minha lembrança
Alguém que chegou,
E do meu coração se apoderou ?
Mas ...
É como dizemos diariamente...
Na dúvida, não faças nada!
Deixa simplesmente acontecer...
Entregue tudo a "Deus" !
Que ele entenderá os teus sentimentos...
Porque na realidade
EU PRECISO ...
MAS NÃO QUERO ESQUECER-TE !
Eu que achava que te amava acima de tudo
Hoje a minha vida já não é este absurdo
A gente quando ama fica cega da verdade
Pensei que te amaria para toda a eternidade
Mas o tempo tudo apagou hoje já sou diferente
Não sei se me fechei ou se a vida não me é mais ausente
Não me dei conta do dia em que te esqueci
Só me recordo da tristeza e do muito que sofri.
Pode ser que a dor me viesse renovar
Trazer-me outro alguém para poder amar
Assim sinto de leve uma nova paixão
Aliviando esta minha eterna desilusão.
"ANGEL"
Hoje a minha vida já não é este absurdo
A gente quando ama fica cega da verdade
Pensei que te amaria para toda a eternidade
Mas o tempo tudo apagou hoje já sou diferente
Não sei se me fechei ou se a vida não me é mais ausente
Não me dei conta do dia em que te esqueci
Só me recordo da tristeza e do muito que sofri.
Pode ser que a dor me viesse renovar
Trazer-me outro alguém para poder amar
Assim sinto de leve uma nova paixão
Aliviando esta minha eterna desilusão.
"ANGEL"
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Perdido Na Vida
Só nesta imênsa e triste solidão
Lancei um olhar para minha vida
Vi distante, no fundo do coração
Uma sombra errante ali perdida
Não conseguia ver quem era a sombra
Mas sabia bem, ser uma sombra querida
De alguém que até hoje me assombra
E que da minha vida está à tempos perdida
Tentei ver teu rosto, mas tudo foi em vão
Minha vista então tristemente se turvou
Por saber que no meu solitário coração
Esta a viver ainda quem ele tanto amou
Pena que não posso trazer de novo o corpo
Que esta sombra de lembrança projectou
Pois dentro da distancia esta agora morto
O sonho de alguém que tanto te amou
Lancei um olhar para minha vida
Vi distante, no fundo do coração
Uma sombra errante ali perdida
Não conseguia ver quem era a sombra
Mas sabia bem, ser uma sombra querida
De alguém que até hoje me assombra
E que da minha vida está à tempos perdida
Tentei ver teu rosto, mas tudo foi em vão
Minha vista então tristemente se turvou
Por saber que no meu solitário coração
Esta a viver ainda quem ele tanto amou
Pena que não posso trazer de novo o corpo
Que esta sombra de lembrança projectou
Pois dentro da distancia esta agora morto
O sonho de alguém que tanto te amou
Vida sem Vida
Por onde se perdeu a minha vida?
Em que esquina tropecei na minha sina?
Que derrocada deixou-me tão derrotado?
Que passo em falso atirou-me ao cadafalso?
Sou um fantasma que trafega com o vento;
Um leve sopro e ancoro-me em qualquer tempo,
Se vier mais forte, o suporte rebenta
E a poeira do meu rasto se incendeia,
E abrasa, levando-me à cegueira.
Por que de mim a vida se perdeu?
Pergunta infértil que não leva a nada,
Visto que a resposta sou eu...
E o silêncio que me inunda se aprofunda
Na essência congelada
Retratada em meu ser, que sem saber,
Sem se conter, quer responder...
Poderia ter sido feliz, mas não quis.
Sem qualquer explicação, de tudo me desfiz.
Sonhos que gerei e que não lutei
Ou tardiamente procurei...
E já não tinham mais razão de ser.
Amor que imortalizei, mera ilusão...
Versos que materializei, inspiração,
Espatifados no mais alto patamar,
Onde a poesia conjuga o verbo amar;
Que desprezei, e não o soube conjugar...
E não me amei, nem me deixei amar.
Sou corpo sem abrigo,
Espectro sem jazigo,
Alma a vaguear...
Que ainda ousa a hipotese
Da luz de um novo dia,
Virar a página e resgatar a vida,
Ir ao encalço da esperança perdida,
Sepultar a vã filosofia,
Deixar de morrer a cada dia
E a cada amanhecer
Dançar a dança do saber viver.
E sobreviver...
Louvando a graça recebida!
E na próxima esquina, ainda espero,
Esbarrar-me com o novo...
Recomeçar do zero!
Em que esquina tropecei na minha sina?
Que derrocada deixou-me tão derrotado?
Que passo em falso atirou-me ao cadafalso?
Sou um fantasma que trafega com o vento;
Um leve sopro e ancoro-me em qualquer tempo,
Se vier mais forte, o suporte rebenta
E a poeira do meu rasto se incendeia,
E abrasa, levando-me à cegueira.
Por que de mim a vida se perdeu?
Pergunta infértil que não leva a nada,
Visto que a resposta sou eu...
E o silêncio que me inunda se aprofunda
Na essência congelada
Retratada em meu ser, que sem saber,
Sem se conter, quer responder...
Poderia ter sido feliz, mas não quis.
Sem qualquer explicação, de tudo me desfiz.
Sonhos que gerei e que não lutei
Ou tardiamente procurei...
E já não tinham mais razão de ser.
Amor que imortalizei, mera ilusão...
Versos que materializei, inspiração,
Espatifados no mais alto patamar,
Onde a poesia conjuga o verbo amar;
Que desprezei, e não o soube conjugar...
E não me amei, nem me deixei amar.
Sou corpo sem abrigo,
Espectro sem jazigo,
Alma a vaguear...
Que ainda ousa a hipotese
Da luz de um novo dia,
Virar a página e resgatar a vida,
Ir ao encalço da esperança perdida,
Sepultar a vã filosofia,
Deixar de morrer a cada dia
E a cada amanhecer
Dançar a dança do saber viver.
E sobreviver...
Louvando a graça recebida!
E na próxima esquina, ainda espero,
Esbarrar-me com o novo...
Recomeçar do zero!
Palhaço Perdido
Sou a vitima
De mim mesmo
Das minhas acções
Das minhas palavras…
Sou eu… quem sofre
Por fazer ou ter
As acções mais infundadas
Por escrever ou dizer
As palavras inacabadas…
Sofro e choro em silêncio!
Sou um construtor em grande escala
De um mundo que não existe
Sou um sonhador em erosão
Dos momentos impossíveis
Sou a pessoa
Que se veste de culpa
E se despe da realidade
Sou o monstro mentira
Sou o palhaço verdade
Sou a ira
Sou a lágrima
Sou o sorriso
Sou o destino perdido…
Que nunca será encontrado!
Vivo e morro tão solitário!
Vitima da sociedade
Prisioneiro dos sentimentos
Sou o que não pareço
Um sentido
Uma emoção
Sou a ilusão
Um palhaço perdido
Sou a luz
Do meu coração…
Sou o palhaço solitário que vive perdido…
Escondido…
De mim mesmo
Das minhas acções
Das minhas palavras…
Sou eu… quem sofre
Por fazer ou ter
As acções mais infundadas
Por escrever ou dizer
As palavras inacabadas…
Sofro e choro em silêncio!
Sou um construtor em grande escala
De um mundo que não existe
Sou um sonhador em erosão
Dos momentos impossíveis
Sou a pessoa
Que se veste de culpa
E se despe da realidade
Sou o monstro mentira
Sou o palhaço verdade
Sou a ira
Sou a lágrima
Sou o sorriso
Sou o destino perdido…
Que nunca será encontrado!
Vivo e morro tão solitário!
Vitima da sociedade
Prisioneiro dos sentimentos
Sou o que não pareço
Um sentido
Uma emoção
Sou a ilusão
Um palhaço perdido
Sou a luz
Do meu coração…
Sou o palhaço solitário que vive perdido…
Escondido…
Vida porque me magoas?
Tão profundamente
Com as tuas facas afiadas
No meu peito
Que derrama tristeza,
Nos meus olhos inundados de dor.
Abandona-me vida
Como uma rosa despida
Lentamente no calor de um amor
Acabado sem cor,
E deixa-me parar,
Descansar por um só instante,
Desta dor que me trespassa
E consome interiormente.
Vida que uns consolas
Atraiçoas-me e gritaa
Inocentemente a cada olhar
Sempre que num raio de sol
Relembro do teu olhar.
Vida porque me magoas?...
Vida porque não me abandonas?...
Tão profundamente
Com as tuas facas afiadas
No meu peito
Que derrama tristeza,
Nos meus olhos inundados de dor.
Abandona-me vida
Como uma rosa despida
Lentamente no calor de um amor
Acabado sem cor,
E deixa-me parar,
Descansar por um só instante,
Desta dor que me trespassa
E consome interiormente.
Vida que uns consolas
Atraiçoas-me e gritaa
Inocentemente a cada olhar
Sempre que num raio de sol
Relembro do teu olhar.
Vida porque me magoas?...
Vida porque não me abandonas?...
Tanto te quis, em vão,
Tanto te esperei, te chamei e não viestes.
Foi tanta a demora que nosso tempo se esgotou.
Chegou a hora do adeus.
Que os amigos se separem,
Que toda a esperança se desfaça,
Que todos os sonhos se desmanchem,
Que todos os nós se façam na garganta,
Que toda a tristeza do mundo corte, bem fundo,
Que toda a saudade se faça irremediável,
Que todo o chorar se torne inconsolável.
Tanto te quis, em vão,
Tanto te esperei, te chamei e não viestes.
Foi tanta a demora que nosso tempo se esgotou.
Que teus olhos se fechem na minha alma,
Que tua voz se torne muda aos meus ouvidos,
Que teu nome se cale na minha boca,
Adeus.
Se eu conseguir esquecer-te....
Tanto te esperei, te chamei e não viestes.
Foi tanta a demora que nosso tempo se esgotou.
Chegou a hora do adeus.
Que os amigos se separem,
Que toda a esperança se desfaça,
Que todos os sonhos se desmanchem,
Que todos os nós se façam na garganta,
Que toda a tristeza do mundo corte, bem fundo,
Que toda a saudade se faça irremediável,
Que todo o chorar se torne inconsolável.
Tanto te quis, em vão,
Tanto te esperei, te chamei e não viestes.
Foi tanta a demora que nosso tempo se esgotou.
Que teus olhos se fechem na minha alma,
Que tua voz se torne muda aos meus ouvidos,
Que teu nome se cale na minha boca,
Adeus.
Se eu conseguir esquecer-te....
É pensamento de agora
Ir-me embora
Talvez à nora
Pela estrada fora.
Quem me espera?
Em novos caminhos
Com cada lembrança
Dum amor que já era,
Saudosos carinhos
E lágrimas de esperança.
Fujo de recordações
Duma longa história
Ai, medo de sofrer!...
Talvez outras paixões
Me adormeçam a memória
Para te poder esquecer.
Talvez passe depressa
Nesta vida tão breve,
O amor que não regressa,
Penso nele, a vaguear,
Até que alguém me leve
Ou eu pare de sonhar.
Ir-me embora
Talvez à nora
Pela estrada fora.
Quem me espera?
Em novos caminhos
Com cada lembrança
Dum amor que já era,
Saudosos carinhos
E lágrimas de esperança.
Fujo de recordações
Duma longa história
Ai, medo de sofrer!...
Talvez outras paixões
Me adormeçam a memória
Para te poder esquecer.
Talvez passe depressa
Nesta vida tão breve,
O amor que não regressa,
Penso nele, a vaguear,
Até que alguém me leve
Ou eu pare de sonhar.
Para Os Amigos
Mas se ainda mal o dia começou
Como sinto a claridade no meu rosto?
Será sol à meia noite? Um fogo posto?
Uma estrela cintilante que passou?
Se ainda agora me deitei como é que sinto
Como se o mundo em suas mãos me sustentasse?
Como se ao cimo deste céu ele me levasse?
Lá ao alto, bem para lá do infinito?
São abraços, sei que são tão doces laços
Que se estreitam, que jamais deixam cair
São amigos que ao dar e repartir
Fazem a dor se diluir em mil pedaços
E nesta hora que se fez tão especial
De uma forma tão gentil, tão confortante
Gostaria de dizer que em cada instante
Vos desejo esta alegria sem igual
Como sinto a claridade no meu rosto?
Será sol à meia noite? Um fogo posto?
Uma estrela cintilante que passou?
Se ainda agora me deitei como é que sinto
Como se o mundo em suas mãos me sustentasse?
Como se ao cimo deste céu ele me levasse?
Lá ao alto, bem para lá do infinito?
São abraços, sei que são tão doces laços
Que se estreitam, que jamais deixam cair
São amigos que ao dar e repartir
Fazem a dor se diluir em mil pedaços
E nesta hora que se fez tão especial
De uma forma tão gentil, tão confortante
Gostaria de dizer que em cada instante
Vos desejo esta alegria sem igual
Luta
Estou fatalmente ferido
Depois de uma luta intensa
Posso não estar perdido
Mas será que isso compensa?
Guerreiro, posso ter sido
Mas o mal está enterrado
No fundo do meu peito
Mesmo depois do meu plano perfeito
De enterrar o meu coração
Já nem sei se tenho razão
Muitas vezes, acho os problemas tão insignificantes
Tão iguais aos dos outros
Mas no entanto são tão sufocantes
E corroem-me tanto por dentro
Que já nem sei se estou só a ser estúpido
Ou a tornar-me no perdido
Já não acredito, Já desprezo
O mito do amor
Que não é mais que um peso
E a razão da mais terrível dor
Lutar? Pois que outra escolha terei?
Se não lutar sucumbirei
E mais vale morrer a lutar
Do que morrer a chorar
Depois de uma luta intensa
Posso não estar perdido
Mas será que isso compensa?
Guerreiro, posso ter sido
Mas o mal está enterrado
No fundo do meu peito
Mesmo depois do meu plano perfeito
De enterrar o meu coração
Já nem sei se tenho razão
Muitas vezes, acho os problemas tão insignificantes
Tão iguais aos dos outros
Mas no entanto são tão sufocantes
E corroem-me tanto por dentro
Que já nem sei se estou só a ser estúpido
Ou a tornar-me no perdido
Já não acredito, Já desprezo
O mito do amor
Que não é mais que um peso
E a razão da mais terrível dor
Lutar? Pois que outra escolha terei?
Se não lutar sucumbirei
E mais vale morrer a lutar
Do que morrer a chorar
Espero a hora da tua chegada
Mas o relógio bate horas erradas
Deixo cair uma lágrima incerta
Na certeza da tua ausência
Chamo por ti na escuridão
Mas os meus gritos são mudos.
Entrego-me a ti
Mas sofro um abandono imcompreensível
Sonho com um sorriso
Que outrora me fez feliz
Anseio por um olhar
Que no passado me dizia "Amo-te" em cada pestanejar
Desejo o teu toque
Que me elevava ao limite da vida e da morte
Mas tu não vens...
Olho o horizonte em busca de um sinal
De uma sombra
Um rasto
Algo que te pertença
Mas depressa entendo
Que não virás
Pois o coração que antes me pertencia
Partiu
E já não volta atrás...
E no mais pesado desespero
Desejo
Não ter de te dedicar este poema...
Mas o relógio bate horas erradas
Deixo cair uma lágrima incerta
Na certeza da tua ausência
Chamo por ti na escuridão
Mas os meus gritos são mudos.
Entrego-me a ti
Mas sofro um abandono imcompreensível
Sonho com um sorriso
Que outrora me fez feliz
Anseio por um olhar
Que no passado me dizia "Amo-te" em cada pestanejar
Desejo o teu toque
Que me elevava ao limite da vida e da morte
Mas tu não vens...
Olho o horizonte em busca de um sinal
De uma sombra
Um rasto
Algo que te pertença
Mas depressa entendo
Que não virás
Pois o coração que antes me pertencia
Partiu
E já não volta atrás...
E no mais pesado desespero
Desejo
Não ter de te dedicar este poema...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Linda Musica
Tou fazendo amor
Com outra pessoa
Mas meu coração
Vai ser prá sempre teu...
O que o corpo faz
A alma perdôa
Tanta solidão
Quase me enlouqueceu...
Vou falar que é amor
Vou jurar que é paixão
E dizer o que eu sinto
Com todo o carinho
Pensando em você...
Vou fazer o que for
E com toda emoção
A verdade é que eu minto
Que eu vivo sozinho
Não sei te esquecer...
E depois acabou
Ilusão que eu criei
Emoção foi embora
E a gente só pede
Pro tempo correr...
Já não sei quem amou
Que será que eu falei
Dá prá ver nessa hora
Que o amor só se mede
Depois do prazer...
Fica dentro do meu peito
Sempre uma saudade
Só pensado no teu jeito
Eu amo de verdade
E quando o desejo vem
É teu nome que eu chamo
Posso até gostar de alguém
Mas é você que eu amo...
Vou falar que é amor
Vou jurar que é paixão
E dizer o que eu sinto
Com todo o carinho
Pensado em você...
Vou fazer o que for
E com toda emoção
A verdade é que eu minto
Que eu vivo sozinho
Não sei te esquecer...
E depois acabou
Ilusão que eu criei
Emoção foi embora
E a gente só pede
Pro tempo correr...
Já não sei quem amou
Que será que eu falei
Dá prá ver nessa hora
Que o amor só se mede
Depois do prazer...
Fica dentro do meu peito
Sempre uma saudade
(Saudade!)
Só pensado no teu jeito
Eu amo de verdade
E quando o desejo vem
É teu nome que eu chamo
(É teu nome que eu chamo!)
Posso até gostar de alguém
Mas é você que eu amo
"Alexandre Pires"
:..........
Eu já não sei mais quem sou, ou talvez, nunca soube;
Eu já não sei mais se sou feliz, ou talvez, nunca fui;
Tudo à minha volta é obscuro, é medonho e sinistro;
Sou um homem cujo ódio o coração enegreceu;
Sou a ovelha negra que se afastou da luz divina;
É tudo tão simples e ao mesmo tempo tão complicado;
Minha alma é podre, - sou desprezível e repulsivo;
Sou um invólucro que foi desprezado por Deus e pelo Diabo;
Uma alma que vagueia sem rumo pelo espaço;
Sem lugar no Paraíso ou no Inferno, no Céu ou na Terra;
Se algum dia já fui feliz, ah! Foi há muito tempo;
De tempos em tempos, vidas vêm e vão;
Assim como as minhas lembranças e os meus sentimentos;
Minha vida e os meus sentimentos foram-se para sempre;
Momentos felizes que passaram e não voltam mais;
Ah!... Tempos bons como eu queria que vocês voltassem;
Um sentimento de rancor foi tudo o que restou em mim;
Sinto uma angústia preenchendo o meu vácuo;
Este mal que me apodera não é um mal físico;
Não é psicológico, não é espiritual, - eu não sei explicar;
O tempo passa devagar e o padecimento é maçante;
Sem dúvida, descobri a agonia dos condenados!
O sofrimento eterno dos condenados ao próprio sofrimento eterno;
Um bastardo desprezado, desdenhosamente, pelo universo;
Estou amargo, ressentido e sinto vontade de desaparecer;
Pensamentos maus alimentam o meu sentimento de ódio;
Eu quero explodir, desaparecer e virar poeira cósmica;
Mas gostaria de renascer num lugar sem sofrimento;
Onde não tivesse dor e as pessoas se amassem;
Porém, não sei se me acostumaria com tanta monotonia;
Eu pareço um idiota, ou talvez, mais confuso do que penso;
Enfim, queria acordar e descobrir que estou a sonhar;
Deus!... Diabo!... Qualquer um, por que Vós não me respondeis!?...
Eu já não sei mais se sou feliz, ou talvez, nunca fui;
Tudo à minha volta é obscuro, é medonho e sinistro;
Sou um homem cujo ódio o coração enegreceu;
Sou a ovelha negra que se afastou da luz divina;
É tudo tão simples e ao mesmo tempo tão complicado;
Minha alma é podre, - sou desprezível e repulsivo;
Sou um invólucro que foi desprezado por Deus e pelo Diabo;
Uma alma que vagueia sem rumo pelo espaço;
Sem lugar no Paraíso ou no Inferno, no Céu ou na Terra;
Se algum dia já fui feliz, ah! Foi há muito tempo;
De tempos em tempos, vidas vêm e vão;
Assim como as minhas lembranças e os meus sentimentos;
Minha vida e os meus sentimentos foram-se para sempre;
Momentos felizes que passaram e não voltam mais;
Ah!... Tempos bons como eu queria que vocês voltassem;
Um sentimento de rancor foi tudo o que restou em mim;
Sinto uma angústia preenchendo o meu vácuo;
Este mal que me apodera não é um mal físico;
Não é psicológico, não é espiritual, - eu não sei explicar;
O tempo passa devagar e o padecimento é maçante;
Sem dúvida, descobri a agonia dos condenados!
O sofrimento eterno dos condenados ao próprio sofrimento eterno;
Um bastardo desprezado, desdenhosamente, pelo universo;
Estou amargo, ressentido e sinto vontade de desaparecer;
Pensamentos maus alimentam o meu sentimento de ódio;
Eu quero explodir, desaparecer e virar poeira cósmica;
Mas gostaria de renascer num lugar sem sofrimento;
Onde não tivesse dor e as pessoas se amassem;
Porém, não sei se me acostumaria com tanta monotonia;
Eu pareço um idiota, ou talvez, mais confuso do que penso;
Enfim, queria acordar e descobrir que estou a sonhar;
Deus!... Diabo!... Qualquer um, por que Vós não me respondeis!?...
Vejo o que um cego pode ver...
Minha musica favorita é aquela que somente os surdos podem ouvir...
Estou a confundir-te amor?
Pois saibas que se estiveres confusa não é amor para mim...
No meu peito não encontraras preconceitos.
Na minha boca não encontraras somente um beijo...
Minha mente não é para iniciantes.
Uma vez lá jamais saíras como antes.
A cada esquina á um mistério uma história uma lenda.
Venci amores invencíveis.
Confundi mentes e aprisionei valentes.
Sem ver ou ao menos ouvir.
Sou titã no meu mundo.
Mundo que pessoas como tu ajudaram a criá-lo
Não consideres perigosa a armadilha à qual caíras.
Mas sim a mente que a construiu.
O amor é uma guerra santa meu amor.
O difícil não é ir para a batalha, mas sim escolher um lado dela.
Digo-te aqui e agora que tu não foste convidada.
E tão pouco obrigada.
Queres entrar?
Então seduz-me antes que eu o faça.
Aprisiona-me antes que eu deite a chave da tua cela fora.
Cria as melhores e mirabolantes armadilhas, mas nunca, nunca me subestimes!
E então no fim veremos quem é que manda no seu próprio coração...
Obrigado por leres...
Minha musica favorita é aquela que somente os surdos podem ouvir...
Estou a confundir-te amor?
Pois saibas que se estiveres confusa não é amor para mim...
No meu peito não encontraras preconceitos.
Na minha boca não encontraras somente um beijo...
Minha mente não é para iniciantes.
Uma vez lá jamais saíras como antes.
A cada esquina á um mistério uma história uma lenda.
Venci amores invencíveis.
Confundi mentes e aprisionei valentes.
Sem ver ou ao menos ouvir.
Sou titã no meu mundo.
Mundo que pessoas como tu ajudaram a criá-lo
Não consideres perigosa a armadilha à qual caíras.
Mas sim a mente que a construiu.
O amor é uma guerra santa meu amor.
O difícil não é ir para a batalha, mas sim escolher um lado dela.
Digo-te aqui e agora que tu não foste convidada.
E tão pouco obrigada.
Queres entrar?
Então seduz-me antes que eu o faça.
Aprisiona-me antes que eu deite a chave da tua cela fora.
Cria as melhores e mirabolantes armadilhas, mas nunca, nunca me subestimes!
E então no fim veremos quem é que manda no seu próprio coração...
Obrigado por leres...
Amor, sentimento estranho!
Quando o senti em relação a i, era
Inimiginável que ele me traria dor.
Então, percebi que com ele também veio o engano.
Quando partis-te, a dizer que acabou
Evque aquela aventura só tinha passagem de ida,
Abris-te no meu coração uma enorme ferida.
Me açoitas-te o espírito, fazendo
Pobre o que antes era rico.
Abris-te chagas, que se negam a fechar
E o meu coração sabe, que o único remédio
É voltares para me amar.
O profilático desta dor é o próprio amor
O antídoto para esta solidão és tu,
Com teus lábios doces e teus olhos cativantes,
Que farão afastar de mim toda esta decepção e esta dor.
Quando o senti em relação a i, era
Inimiginável que ele me traria dor.
Então, percebi que com ele também veio o engano.
Quando partis-te, a dizer que acabou
Evque aquela aventura só tinha passagem de ida,
Abris-te no meu coração uma enorme ferida.
Me açoitas-te o espírito, fazendo
Pobre o que antes era rico.
Abris-te chagas, que se negam a fechar
E o meu coração sabe, que o único remédio
É voltares para me amar.
O profilático desta dor é o próprio amor
O antídoto para esta solidão és tu,
Com teus lábios doces e teus olhos cativantes,
Que farão afastar de mim toda esta decepção e esta dor.
Coloquei uma carta numa velha garrafa,
Mas uma carta de solidão,
Coloquei uma carta,um pedido da alma,
Salvem o meu coração...
Estas areias que me sujam os pés,
Este é o meu chão mais uma vez,
Há muitas luas nesta ilha tão só
Será que ao menos um navio eu vou ver?
E alguma civilização?
E a cada dia sobe mais a maré...
Alguém aí?
Devolve-me o amor que tiras-te de mim no fim
Alguém aí?
Vou queimando no sol a esperança de te ter aqui,
Bem aqui.
Mas uma carta de solidão,
Coloquei uma carta,um pedido da alma,
Salvem o meu coração...
Estas areias que me sujam os pés,
Este é o meu chão mais uma vez,
Há muitas luas nesta ilha tão só
Será que ao menos um navio eu vou ver?
E alguma civilização?
E a cada dia sobe mais a maré...
Alguém aí?
Devolve-me o amor que tiras-te de mim no fim
Alguém aí?
Vou queimando no sol a esperança de te ter aqui,
Bem aqui.
Não quero ver os problemas lá de fora
Enterro a minha cabeça no buraco mais fundo deste planeta
Quero continuar trancado no meu quarto escuro
Cansei de lutar por uma causa onde um lutador só não basta!
Prefiro ficar com as fotos e as lembranças
Lembranças, de que um dia eu tentei, eu juro que tentei
Tentei andar do teu lado, mas quando eu chegava perto...
Tu te fechavas como se fosses um livro de terror
Contigo olhei a vida com outros olhos
Olhar de insegurança
Ate porque tu nunca me deste o contrário
Tu perdeste-me tu te perdess-te tu perdeste-nos
Quero continuar trancado no meu quarto escuro
Cansei de lutar por uma causa onde um lutador só não basta!
Enterro a minha cabeça no buraco mais fundo deste planeta
Quero continuar trancado no meu quarto escuro
Cansei de lutar por uma causa onde um lutador só não basta!
Prefiro ficar com as fotos e as lembranças
Lembranças, de que um dia eu tentei, eu juro que tentei
Tentei andar do teu lado, mas quando eu chegava perto...
Tu te fechavas como se fosses um livro de terror
Contigo olhei a vida com outros olhos
Olhar de insegurança
Ate porque tu nunca me deste o contrário
Tu perdeste-me tu te perdess-te tu perdeste-nos
Quero continuar trancado no meu quarto escuro
Cansei de lutar por uma causa onde um lutador só não basta!
Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido!
Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,
Depois com ferros vis se vê cingido:
Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida,
Este intervalo da existência à morte!
Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte,
Que seja o mal e o bem matiz da vida.
"Bocage"
Quantas vezes, Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido!
Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,
Depois com ferros vis se vê cingido:
Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida,
Este intervalo da existência à morte!
Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte,
Que seja o mal e o bem matiz da vida.
"Bocage"
Devolve-me o meu coração
Fugiste-me com ele
Cheio de emoção
Não sei porque fugiste
Não me perguntas-te o que eu sentia
Ter-te ía respondido
E repetiria
Não te conheço
Não sei quem és
Nunca te vi
Desaparece
.....
Revelaste-te alguém que desconheço
Será que eu merecia tudo isto
Esquece-me...
Porque eu já te esqueci
Se é que algum dia te conheci
A tua presença enoja-me
Revolta o meu coração
Eu sei que o perdão existe
Mas não sou Deus para dar a outra face...
Não vivas de ilusões
Porque a ilusão
Pode partir-te o coração
Devolve-me o meu coração
Cheio de emoção
Para retribuir e dar a tanta gente
Gente que habita cá dentro
Mas que são gente
E tu não!!!
Fugiste-me com ele
Cheio de emoção
Não sei porque fugiste
Não me perguntas-te o que eu sentia
Ter-te ía respondido
E repetiria
Não te conheço
Não sei quem és
Nunca te vi
Desaparece
.....
Revelaste-te alguém que desconheço
Será que eu merecia tudo isto
Esquece-me...
Porque eu já te esqueci
Se é que algum dia te conheci
A tua presença enoja-me
Revolta o meu coração
Eu sei que o perdão existe
Mas não sou Deus para dar a outra face...
Não vivas de ilusões
Porque a ilusão
Pode partir-te o coração
Devolve-me o meu coração
Cheio de emoção
Para retribuir e dar a tanta gente
Gente que habita cá dentro
Mas que são gente
E tu não!!!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Chega de Ti
são lágrimas de sangue
Que derramo por ti
Enquanto se esvazia o tanque
Onde guardei todas as emoções que senti.
Sangue que se espalha no chão
Imitando a fé no amor do meu coração,
Sangue que me tapa o olhar e o sorriso
Enquanto o meu egoísmo se torna altivo.
Chega de lágrimas de sangue desperdiçadas
Por alguém que fez das minhas recordações
Simples fotografias rasgadas
Chega de falsas ilusões!
Chega de ti!
Que derramo por ti
Enquanto se esvazia o tanque
Onde guardei todas as emoções que senti.
Sangue que se espalha no chão
Imitando a fé no amor do meu coração,
Sangue que me tapa o olhar e o sorriso
Enquanto o meu egoísmo se torna altivo.
Chega de lágrimas de sangue desperdiçadas
Por alguém que fez das minhas recordações
Simples fotografias rasgadas
Chega de falsas ilusões!
Chega de ti!
............
Só conheço até o final desta rua
Só até onde vai a claridade da lua,
Além de lá, nada mais conheço.
Terei que enfrentar essa escuridão
Vou procurar onde é a rua da solidão
É lá que está, o meu endereço.
Já sei que não existe a claridade
Depois que passar pela rua da saudade,
É lá onde não mais nasce o dia.
Já sei que é um lugar todo escuro
E esse mesmo endereço que procuro
É onde não tem vida uma poesia.
Começarei pela avenida da ilusão
Onde está sepultada toda a inspiração,
Onde a vontade de viver já embolora.
Lá não existe uma paisagem colorida
Só se ouve os lamentos pela vida
E onde os versos da poesia choram.
Parece estar longe a cidade da amargura
Mas a distância e bem menor que a loucura
Que está a habitar o meu coração.
Na cidade triste é sem vida a paisagem
Tão monótona quanto a mensagem
Nos versos, de quem vive de recordação.
Só até onde vai a claridade da lua,
Além de lá, nada mais conheço.
Terei que enfrentar essa escuridão
Vou procurar onde é a rua da solidão
É lá que está, o meu endereço.
Já sei que não existe a claridade
Depois que passar pela rua da saudade,
É lá onde não mais nasce o dia.
Já sei que é um lugar todo escuro
E esse mesmo endereço que procuro
É onde não tem vida uma poesia.
Começarei pela avenida da ilusão
Onde está sepultada toda a inspiração,
Onde a vontade de viver já embolora.
Lá não existe uma paisagem colorida
Só se ouve os lamentos pela vida
E onde os versos da poesia choram.
Parece estar longe a cidade da amargura
Mas a distância e bem menor que a loucura
Que está a habitar o meu coração.
Na cidade triste é sem vida a paisagem
Tão monótona quanto a mensagem
Nos versos, de quem vive de recordação.
Errante
Tudo terminou,nada mais resta,
Terminou o caminho,findou a estrada,
Foi embora,o meu mundo de festa,
Estou sozinho,nessa encruzilhada.
Triste fim,que jamais esperava,
Tão perdido,a vida me deixou,
Com a tristeza que me arrastava,
Ainda perdido,não sei para onde vou.
Solidão, que faz perder a calma,
Ao ver o fim,de toda esperança,
Sinto triste,ao sentir que a alma,
Como louca,no espaço se lança.
Tristes dias,estão à minha espera,
Nesse deserto,onde não á ninguem,
Será sem flores,minha primavera,
Já não sei se a vida,vai ou vem.
Não viverei mais entre flores;
Porque morreu ainda em botão,
Com ela,se foram todas as cores,
A única que ficou,foi a escuridão.
Adeus para sempre,flor de ternura,
Que deixou errante,minha direção,
Agora,irei até a sua sepultura,
Onde enterrarei, meu coração
Terminou o caminho,findou a estrada,
Foi embora,o meu mundo de festa,
Estou sozinho,nessa encruzilhada.
Triste fim,que jamais esperava,
Tão perdido,a vida me deixou,
Com a tristeza que me arrastava,
Ainda perdido,não sei para onde vou.
Solidão, que faz perder a calma,
Ao ver o fim,de toda esperança,
Sinto triste,ao sentir que a alma,
Como louca,no espaço se lança.
Tristes dias,estão à minha espera,
Nesse deserto,onde não á ninguem,
Será sem flores,minha primavera,
Já não sei se a vida,vai ou vem.
Não viverei mais entre flores;
Porque morreu ainda em botão,
Com ela,se foram todas as cores,
A única que ficou,foi a escuridão.
Adeus para sempre,flor de ternura,
Que deixou errante,minha direção,
Agora,irei até a sua sepultura,
Onde enterrarei, meu coração
terça-feira, 21 de abril de 2009
Magoo-me por dentro só de nos imaginar
Um mundo ainda por nascer
E pensar que podia eu levar-te a ver as estrelas
Focaram-se na lua na noite finda
E viram-te a sondar um sonho na alvorada
Na lua, há restos de sol caídos no chão
Inundam as crateras que dormem sobre a noite fechada
Os teus ideais soltaram-se nas fragas soltas
E aconchegaram-se no pó que fareja o vento
Mas ele foi-se num suspiro
E eu fiquei ás voltas com o tempo em que via os rios
Os mares tenebrosos caiam-me sobre os ombros
E eu deitava-me e dormia
Dormia tanto...mas acordava nas madrugadas
Os meus olhos secos e as lágrimas caídas
Rolavam pelo chão
Já me afogavam o leito
E num espanto eu dormia...dormia
Mas tu não vês o que o sono me traz
E choras lágrimas que se prostram aos pés do vento
E o vento rasgou as vestes que trazia
E tu ficaste só ao relento
Que há a haver....a não ser esperar por mim
As marés calmas abalroam-me sempre nas tristes madrugadas
Não vês que não nasci para ser
Nus versos...
Que se curvam ao vento que passa?
Eu sou o que desejas na lonjura dos teus caminhos
A tua busca interminável
Mas já morri para ti
E não me queiras germinar de novo
Quero renascer num poema só
Que me leve...
Um mundo ainda por nascer
E pensar que podia eu levar-te a ver as estrelas
Focaram-se na lua na noite finda
E viram-te a sondar um sonho na alvorada
Na lua, há restos de sol caídos no chão
Inundam as crateras que dormem sobre a noite fechada
Os teus ideais soltaram-se nas fragas soltas
E aconchegaram-se no pó que fareja o vento
Mas ele foi-se num suspiro
E eu fiquei ás voltas com o tempo em que via os rios
Os mares tenebrosos caiam-me sobre os ombros
E eu deitava-me e dormia
Dormia tanto...mas acordava nas madrugadas
Os meus olhos secos e as lágrimas caídas
Rolavam pelo chão
Já me afogavam o leito
E num espanto eu dormia...dormia
Mas tu não vês o que o sono me traz
E choras lágrimas que se prostram aos pés do vento
E o vento rasgou as vestes que trazia
E tu ficaste só ao relento
Que há a haver....a não ser esperar por mim
As marés calmas abalroam-me sempre nas tristes madrugadas
Não vês que não nasci para ser
Nus versos...
Que se curvam ao vento que passa?
Eu sou o que desejas na lonjura dos teus caminhos
A tua busca interminável
Mas já morri para ti
E não me queiras germinar de novo
Quero renascer num poema só
Que me leve...
A minha solidão existe
Desde que tu partiste
Fico a chorar sem fim
Difícil viver assim
Com a falta do teu carinho
É triste viver sozinho
Recordo meu amor
Ao escrever estou a chorar
Partiste para outro lugar
Fiquei sem o teu calor
Não te posso mais amar
Porque nunca mais vais voltar
Recordo o teu sofrimento
E agora estou a soluçar
Sem te poder beijar
Sem eu poder partilhar
Contigo neste momento
Seria uma forma de me alegrar
Na vida a felicidade é uma sorte
Que nem sempre a podemos obter
Fiquei infeliz com tua morte
E começou assim o meu sofrer
Fiquei sem rumo sem norte
È difícil assim viver
Desde que tu partiste
Fico a chorar sem fim
Difícil viver assim
Com a falta do teu carinho
É triste viver sozinho
Recordo meu amor
Ao escrever estou a chorar
Partiste para outro lugar
Fiquei sem o teu calor
Não te posso mais amar
Porque nunca mais vais voltar
Recordo o teu sofrimento
E agora estou a soluçar
Sem te poder beijar
Sem eu poder partilhar
Contigo neste momento
Seria uma forma de me alegrar
Na vida a felicidade é uma sorte
Que nem sempre a podemos obter
Fiquei infeliz com tua morte
E começou assim o meu sofrer
Fiquei sem rumo sem norte
È difícil assim viver
E foste embora
Disseste adeus
Calaste tua voz
Agora dá-me uma razão para não dizer olá
Porquê não hei de dizer nada?
Apenas por saber que para mim é apenas um masoquismo
Apenas por saber que ainda te amo
Dá-me uma razão para não te amar
Alem de todas as outras que já me deste
E eu insisto teimosamente em ignorar
Disseste adeus
Calaste tua voz
Agora dá-me uma razão para não dizer olá
Porquê não hei de dizer nada?
Apenas por saber que para mim é apenas um masoquismo
Apenas por saber que ainda te amo
Dá-me uma razão para não te amar
Alem de todas as outras que já me deste
E eu insisto teimosamente em ignorar
Já não te espero
Não significando que te esqueci
Apenas não quero
Perder-me na espera sem fim
Já não te maldigo
Por me deixares assim
Já pouco sinto
Do que restou de ti em mim
Já perdi tanto
Já não me doi perder-te a ti
Já derramei em pranto
E reclamei do que me iludi
Agora vejo-me com espanto
Congelado nas emoções
Eu que amei-te tanto
E agora...
já nem me doem as recordações
Não significando que te esqueci
Apenas não quero
Perder-me na espera sem fim
Já não te maldigo
Por me deixares assim
Já pouco sinto
Do que restou de ti em mim
Já perdi tanto
Já não me doi perder-te a ti
Já derramei em pranto
E reclamei do que me iludi
Agora vejo-me com espanto
Congelado nas emoções
Eu que amei-te tanto
E agora...
já nem me doem as recordações
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Não sei se era a cor da lâmina prata
Ou o sentimento fúnebre que me abatia
Assim como uma qualquer apatia
A esta vida mesquinha e vazia
Que usei, nos meus dois pulsos, essa faca
Não vou mentir a ninguém
O corte dói e continua a doer
Mas a outra dor logo o faz esquecer
Ou será o sangue que de tanto escorrer?
Deixa-te fraco, mas a sentir-te bem
Perto do final, sentes
Sentes algum arrependimento
A falta enorme de qualquer alento
E eternizas cada e todo o momento
Que viverás em tua mente
Então podes apenas deixar
Liberdade de toda angústia
Deixar para trás toda aquela secura
E toda aquela dor, por mais que custe
Liberta-la
Agora não é nada mais que uma brisa
Voando por todos os cantos
Observando todos os santos
Ouvindo todos os cantos
Nada mais que uma brisa
Tu escutas o tanto que era incrível
Teus parentes, teus amores
Todos a quem deixas as dores
E choras ao ver tantas flores
Ninguém me avisou que eu era único e insubstituível
Ou o sentimento fúnebre que me abatia
Assim como uma qualquer apatia
A esta vida mesquinha e vazia
Que usei, nos meus dois pulsos, essa faca
Não vou mentir a ninguém
O corte dói e continua a doer
Mas a outra dor logo o faz esquecer
Ou será o sangue que de tanto escorrer?
Deixa-te fraco, mas a sentir-te bem
Perto do final, sentes
Sentes algum arrependimento
A falta enorme de qualquer alento
E eternizas cada e todo o momento
Que viverás em tua mente
Então podes apenas deixar
Liberdade de toda angústia
Deixar para trás toda aquela secura
E toda aquela dor, por mais que custe
Liberta-la
Agora não é nada mais que uma brisa
Voando por todos os cantos
Observando todos os santos
Ouvindo todos os cantos
Nada mais que uma brisa
Tu escutas o tanto que era incrível
Teus parentes, teus amores
Todos a quem deixas as dores
E choras ao ver tantas flores
Ninguém me avisou que eu era único e insubstituível
Guardava
A satisfação fúnebre do último acto,
Do ápice poético da minha teatral
Rotina de sobrevivência.
Cada gota limpava as marcas sujas
E malevolamente prazerosas
Das minhas egoístas sensações.
Levava de mim
As lembranças mesquinhas
Da minha bondade dissimulada.
Lentamente eu via o meu pulso
A expulsar o meu espírito da carne.
Tomado de júbilo
Presenciava o fim das dores
Naquele rio vermelho que inundava o piso.
Meu corpo gritava incessantemente
Ao meu espírito:
Volta!
E a Razão sufocava os espasmos deste louco
Falando sussurrante:
“Este é o curso, não há saída
Todos sabem disso.”
Neste momento o rio virou mar
E eu não continha mais a repugna
Daquele sóbrio acto.
Presenciava a mão que apunhalava
Naquela nobre sentença de salvação -
Cristo deu a vida por todos
E eu o faria por mim mesmo.
Já atingi a minha cota de desilusões,
O aprendizado dessa existência.
Não nasci para o sofrimento
Mas fui avultado por ele.
Sem escolha,
Preso ao meu estúpido “livre-arbítrio”,
Escolhi a saída mais simples -
Não errar mais.
A satisfação fúnebre do último acto,
Do ápice poético da minha teatral
Rotina de sobrevivência.
Cada gota limpava as marcas sujas
E malevolamente prazerosas
Das minhas egoístas sensações.
Levava de mim
As lembranças mesquinhas
Da minha bondade dissimulada.
Lentamente eu via o meu pulso
A expulsar o meu espírito da carne.
Tomado de júbilo
Presenciava o fim das dores
Naquele rio vermelho que inundava o piso.
Meu corpo gritava incessantemente
Ao meu espírito:
Volta!
E a Razão sufocava os espasmos deste louco
Falando sussurrante:
“Este é o curso, não há saída
Todos sabem disso.”
Neste momento o rio virou mar
E eu não continha mais a repugna
Daquele sóbrio acto.
Presenciava a mão que apunhalava
Naquela nobre sentença de salvação -
Cristo deu a vida por todos
E eu o faria por mim mesmo.
Já atingi a minha cota de desilusões,
O aprendizado dessa existência.
Não nasci para o sofrimento
Mas fui avultado por ele.
Sem escolha,
Preso ao meu estúpido “livre-arbítrio”,
Escolhi a saída mais simples -
Não errar mais.
domingo, 19 de abril de 2009
....................................

Nas noites sem sono
Reflito
As dores que são retidas a mim
Sei, e posso ver...
Isso é suicídio indolor
Traz muitas mudanças
E eu posso tomar ou largar, se me agradar.
Eu tento encontrar uma maneira de fazer
Todas as poucas alegrias que tenho
Não se relacionarem
Com o ódio...
Mas agora eu sei, que é tarde demais.
::::::::::::::::::::::::::::::::::
Minha alma grita em desespero profundo
Recolhendo-se na própria dor do corpo
Secando o sangue impuro
E clareando o negro dum dia já morto.
Minha sina marca-me a vida
Não sei se viverei sequer mais um dia
Nem sei se acabarei de escrever este poema
Só sei que nem sempre a minha vida rima.
Sou duma textura fina
Tão frágil como uma flor murcha
Seca sem a rega até duma lágrima
E morro sem que ninguém dê conta.
Meu corpo é espinhoso
De tal modo marcado pelo infortúnio
Enterrado com as suas raízes e com tudo
Jaz morto e moribundo num cemitério vivo.
"UNKNOWN"
Recolhendo-se na própria dor do corpo
Secando o sangue impuro
E clareando o negro dum dia já morto.
Minha sina marca-me a vida
Não sei se viverei sequer mais um dia
Nem sei se acabarei de escrever este poema
Só sei que nem sempre a minha vida rima.
Sou duma textura fina
Tão frágil como uma flor murcha
Seca sem a rega até duma lágrima
E morro sem que ninguém dê conta.
Meu corpo é espinhoso
De tal modo marcado pelo infortúnio
Enterrado com as suas raízes e com tudo
Jaz morto e moribundo num cemitério vivo.
"UNKNOWN"
Uma carne brilhante
Que nunca acorda
Que sempre chora
E casualmente é santificada
Por fugir ou por ficar por aqui
Pela vida que ainda queima
As areias do tempo
São mentirosas
Quando se sente triste
E ela não para de correr nos neurônios
Tudo poderá desabar
Constâncias repentinas
Malefícios gostosos e outras benquerenças
Com gostos adversos na boca
O seu corpo torna-se um foguete prateado
Partindo corações e mostrando-lhes os seus sentimentos
Surfando nesse foguete
Ela percorre o desgostoso momento de vida
Deslumbrada, desvairada e profundamente corroída
Por tanta degeneração rasgada e suja
De certos prédios colossais infelizes
Ela sabe o seu caminho
E a qualquer momento pode desaparecer
Explodir ou suprir seus ânseios alheios
Um mártir filantropo!
Que daqui a alguns segundos pode deixar uma mensagem qualquer...
“Vocês nunca mais me verão de novo!”
Que nunca acorda
Que sempre chora
E casualmente é santificada
Por fugir ou por ficar por aqui
Pela vida que ainda queima
As areias do tempo
São mentirosas
Quando se sente triste
E ela não para de correr nos neurônios
Tudo poderá desabar
Constâncias repentinas
Malefícios gostosos e outras benquerenças
Com gostos adversos na boca
O seu corpo torna-se um foguete prateado
Partindo corações e mostrando-lhes os seus sentimentos
Surfando nesse foguete
Ela percorre o desgostoso momento de vida
Deslumbrada, desvairada e profundamente corroída
Por tanta degeneração rasgada e suja
De certos prédios colossais infelizes
Ela sabe o seu caminho
E a qualquer momento pode desaparecer
Explodir ou suprir seus ânseios alheios
Um mártir filantropo!
Que daqui a alguns segundos pode deixar uma mensagem qualquer...
“Vocês nunca mais me verão de novo!”
Vida Inutil
Passando água pelo meu palido rosto
Esquecendo-me do sabor
Esquecendo-me do gosto ...
De te poder chamar de amiga
Enraivecido por palavras que nem essas eram transparentes
Mostrando-me uma verdade de mentiras e incertezas!!!
Que sobretudo tu não querias ver...
Esperando no fundo da rua
Que me dês um motivo para poder libertar a minha raiva
Em forma de trovões ironias desilusões
Vida injusta que levas
Um mar revoltado
Uma tempestade de ilusões...
Vida de parasita que levas
Vida pobre de espirito
Infelicidade de alguém que te tornou assim
Decadência de uma pessoa infeliz em que te tornaste
Provando o sabor da tristeza que me ofereceste
Caíndo uma lágrima do que tu recebeste
Coração que roubaste...
Folego inconsolavel que adoraste..
Esquecendo-me do sabor
Esquecendo-me do gosto ...
De te poder chamar de amiga
Enraivecido por palavras que nem essas eram transparentes
Mostrando-me uma verdade de mentiras e incertezas!!!
Que sobretudo tu não querias ver...
Esperando no fundo da rua
Que me dês um motivo para poder libertar a minha raiva
Em forma de trovões ironias desilusões
Vida injusta que levas
Um mar revoltado
Uma tempestade de ilusões...
Vida de parasita que levas
Vida pobre de espirito
Infelicidade de alguém que te tornou assim
Decadência de uma pessoa infeliz em que te tornaste
Provando o sabor da tristeza que me ofereceste
Caíndo uma lágrima do que tu recebeste
Coração que roubaste...
Folego inconsolavel que adoraste..
sábado, 18 de abril de 2009
... ....
A voz que me dói na alma,
E me aperta e esmaga o peito,
É vazia, sem coração.
E com uma enorme calma
A cama onde durmo ajeito
E me deito, em solidão...
As memórias são o que tenho
Ainda, e tão cheias de vida,
Mas completamente sem esperança.
E o suicídio a que venho
Esta noite assim esquecida,
Sem lua e sem bonança.
Aponto a arma carregada
À cabeça, e sem chorar.
Sinto já algum alívio e tremor...
Pobre homem desprezado
Tanto querias amar
E não descobriste o amor...
Este é mais um adeus a uma vida sem vida
E me aperta e esmaga o peito,
É vazia, sem coração.
E com uma enorme calma
A cama onde durmo ajeito
E me deito, em solidão...
As memórias são o que tenho
Ainda, e tão cheias de vida,
Mas completamente sem esperança.
E o suicídio a que venho
Esta noite assim esquecida,
Sem lua e sem bonança.
Aponto a arma carregada
À cabeça, e sem chorar.
Sinto já algum alívio e tremor...
Pobre homem desprezado
Tanto querias amar
E não descobriste o amor...
Este é mais um adeus a uma vida sem vida
Lágrimas
Tantas lágrimas se formaram
No interior da minha alma,
Tanta angústia acumulada
Nestes rios de dúvida,
Nos quais eu me consumia
Em pensamentos dementes,
Em choros mais que decadentes
De tais punhais no coração.
Caí na mais miseravel loucura
De não saber o que ver
Não conseguir entrar em mim,
Para me procurar amar.
Nas minhas mãos
A sangue alguém escreveu a palavra Dor
Para que se entranhasse no meu corpo
Marcando-me para sempre, sem pudor.
Agora volto lentamente
Ao que ainda resta de mim.
Tu, meu Amor,
Beijas estas mãos,
Acolhes esta dor,
Aqueces este tormento.
No interior da minha alma,
Tanta angústia acumulada
Nestes rios de dúvida,
Nos quais eu me consumia
Em pensamentos dementes,
Em choros mais que decadentes
De tais punhais no coração.
Caí na mais miseravel loucura
De não saber o que ver
Não conseguir entrar em mim,
Para me procurar amar.
Nas minhas mãos
A sangue alguém escreveu a palavra Dor
Para que se entranhasse no meu corpo
Marcando-me para sempre, sem pudor.
Agora volto lentamente
Ao que ainda resta de mim.
Tu, meu Amor,
Beijas estas mãos,
Acolhes esta dor,
Aqueces este tormento.
....
Só hoje senti
Que corro entre pedaços de ti,
Na ausência de um sonho que vivi.
Só hoje senti
Que as lágrimas guardadas em mim
São vestígios de uma vida vivida por ti.
Mas quero aprender com o meu sofrimento
E fazer da tua ausência a minha nova vida,
Em que a tristeza se transforma em alegria
E as tuas estúpidas mentiras em verdades.
Dei-te o melhor de mim em cada momento
Mesmo nos dias em que a sorte te parecia esquecida.
Não quero novamente a tua presença fingida,
Nas noites demais, em dias de tempestades.
Que corro entre pedaços de ti,
Na ausência de um sonho que vivi.
Só hoje senti
Que as lágrimas guardadas em mim
São vestígios de uma vida vivida por ti.
Mas quero aprender com o meu sofrimento
E fazer da tua ausência a minha nova vida,
Em que a tristeza se transforma em alegria
E as tuas estúpidas mentiras em verdades.
Dei-te o melhor de mim em cada momento
Mesmo nos dias em que a sorte te parecia esquecida.
Não quero novamente a tua presença fingida,
Nas noites demais, em dias de tempestades.
Vazio
Sinto-me vazio, vazio...
Entendes?
Assim...
Também sentes?
Quando tudo é tão maior,
Quando tudo é tão a mais?
A mais sim!
A luz que brilha lá fora
A luz que nem na nudez me atinge
A vida que me corre por dentro
Que me escorre de dentro
Que o soalho de vermelho tinge.
Não sentes?!
A paz do desassossego,
O frenesim dos segundos lentos?!
Não entendes?!
É somente o vazio...
O vazio...
O silêncio...
Assim...
Entendes?
Assim...
Também sentes?
Quando tudo é tão maior,
Quando tudo é tão a mais?
A mais sim!
A luz que brilha lá fora
A luz que nem na nudez me atinge
A vida que me corre por dentro
Que me escorre de dentro
Que o soalho de vermelho tinge.
Não sentes?!
A paz do desassossego,
O frenesim dos segundos lentos?!
Não entendes?!
É somente o vazio...
O vazio...
O silêncio...
Assim...
...
A poesia, é suicídio?
Depressão crescente no estado vigoroso
Caminha para a morte sem perguntar porquê.
Estas palavras, são suicídio?
Recalcamento inconsciente vivo na tinta,
No papel e em todas as letras do alfabeto.
A tua presença, é suicídio?
Se não fizesse da minha pele um arrepio,
Esta pergunta deixava de fazer sentido.
Repito: a poesia é suicídio?
Desgosto de questões irritantes,
Quanto mais de irritação a dobrar.
Silêncio.
Pensar nisto, é suicídio?
Outra vez silêncio, no pensamento
Não preciso de falar.
A vida passar ao lado, é suicídio?
Silêncio imortal:
Matei-me.
Depressão crescente no estado vigoroso
Caminha para a morte sem perguntar porquê.
Estas palavras, são suicídio?
Recalcamento inconsciente vivo na tinta,
No papel e em todas as letras do alfabeto.
A tua presença, é suicídio?
Se não fizesse da minha pele um arrepio,
Esta pergunta deixava de fazer sentido.
Repito: a poesia é suicídio?
Desgosto de questões irritantes,
Quanto mais de irritação a dobrar.
Silêncio.
Pensar nisto, é suicídio?
Outra vez silêncio, no pensamento
Não preciso de falar.
A vida passar ao lado, é suicídio?
Silêncio imortal:
Matei-me.
Desculpa-me se Morri
Da reserva estonteante
Das saudades escondidas
Ficou o grito inquietante
Das longas noites perdidas
Resguarda-se assim um tempo
Da longa cratera que se abriu
Lançando a Alma ao vento
Pelo sentimento que partiu
Deita-se agora o corpo em alívio
Esquecendo o lábio que sorri
Balbuciando em agreste declívio
- Desculpa-me... se morri…
Das saudades escondidas
Ficou o grito inquietante
Das longas noites perdidas
Resguarda-se assim um tempo
Da longa cratera que se abriu
Lançando a Alma ao vento
Pelo sentimento que partiu
Deita-se agora o corpo em alívio
Esquecendo o lábio que sorri
Balbuciando em agreste declívio
- Desculpa-me... se morri…
Se A Morte A Mim Me Levasse
Se a morte a mim me levasse
Se num segundo a minha alma a mim já não pertencesse
Dormiria eu um longo e tranquilo sono
Teria a paz há muito desejada
Se a morte a mim me levasse
Estariamos mais perto do que nunca
Eu convidava-te a dançar
Seria eternamente amado
Se a morte a mim me levasse
Passaria as noites a olhar o teu lindo rosto
A admirar o teu luminoso sorriso
A contemplar os teus olhos serenos
Se a morte a mim me levasse
Eu dar-te-ia a minha mão
O meu colo,o meu Amor.
Se a morte a mim me levasse
Eu dar-te-ia a minha Vida.
Se num segundo a minha alma a mim já não pertencesse
Dormiria eu um longo e tranquilo sono
Teria a paz há muito desejada
Se a morte a mim me levasse
Estariamos mais perto do que nunca
Eu convidava-te a dançar
Seria eternamente amado
Se a morte a mim me levasse
Passaria as noites a olhar o teu lindo rosto
A admirar o teu luminoso sorriso
A contemplar os teus olhos serenos
Se a morte a mim me levasse
Eu dar-te-ia a minha mão
O meu colo,o meu Amor.
Se a morte a mim me levasse
Eu dar-te-ia a minha Vida.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Ela
Ela pode ser o rosto que eu não consigo esqueçer
O caminho para o prazer ou para o desgosto
Pode ser meu tesouro ou o preço que eu tenho que pagar
Ela pode ser a música de verão
Pode ser o frio que o outono trás
Pode ser cem coisas diferentes
Num dia
Ela pode ser a bela ou a fera
Pode ser a fome ou a abundância
Pode transformar cada dia num paraíso ou num inferno
Ela pode ser o espelho de todos os meus sonhos
Um sorriso refletido num rio
Ela pode não ser o que ela parece
Dentro dela mesma
Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão.
De quem os olhos parecem tão secretos e tão orgulhosos
Ninguém pode vê-los quando eles choram
Ela pode ser o amor, que não espera que dure.
Pode vir a mim das sombras do passado.
Que eu irei me lembrar até o dia de minha morte
Ela pode ser a razão pela qual eu vivo
O porquê pelo que eu estou a viver
A pessoa que cuidarei nos tempos e nas horas mais difícieis
Eu irei levar as risadas e as lágrimas dela
E farei delas todas as minhas lembranças
Para onde ela for, eu tenho que estar lá
O sentido da minha vida é ela
A ti que sabes quem és...
O caminho para o prazer ou para o desgosto
Pode ser meu tesouro ou o preço que eu tenho que pagar
Ela pode ser a música de verão
Pode ser o frio que o outono trás
Pode ser cem coisas diferentes
Num dia
Ela pode ser a bela ou a fera
Pode ser a fome ou a abundância
Pode transformar cada dia num paraíso ou num inferno
Ela pode ser o espelho de todos os meus sonhos
Um sorriso refletido num rio
Ela pode não ser o que ela parece
Dentro dela mesma
Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão.
De quem os olhos parecem tão secretos e tão orgulhosos
Ninguém pode vê-los quando eles choram
Ela pode ser o amor, que não espera que dure.
Pode vir a mim das sombras do passado.
Que eu irei me lembrar até o dia de minha morte
Ela pode ser a razão pela qual eu vivo
O porquê pelo que eu estou a viver
A pessoa que cuidarei nos tempos e nas horas mais difícieis
Eu irei levar as risadas e as lágrimas dela
E farei delas todas as minhas lembranças
Para onde ela for, eu tenho que estar lá
O sentido da minha vida é ela
A ti que sabes quem és...
....
Caminho sem ver,
Caminho já farto de sofrer
Tudo aquilo que sinto
Não é mais do que me perder.
Sinto a minha alma a depauperar
E a nada me consigo agarrar!
A dor sobre mim me dobra…
Apaga a imagem,
Apaga toda aquela visão,
Que fazia vibrar o meu coração.
Choro a pena que por mim tenho…
Sofro por tudo aquilo que deixei
Fico completamente assombrado!
Desço uma enorme escadaria,
E não sei onde ela vai parar
Mas não tenho medo algum,
Pois nesta vida já não penso acreditar.
Paro e mortifico-me…
Vou aqui assumir e colocar o fim da minha Vida!
Ando mais um pouco,
Com um olhar que pareço um louco.
A Vida desiludiu-me…
Assim assino a minha Morte,
Dando um passo em falso
E com a minha cabeça bati.
Fez um estrondo forte!
Esgueirava sangue por todo o lado,
Já não tinha qualquer movimento…
Foi ali o meu fim,
Pois a vida não queria saber de mim!
Caminho já farto de sofrer
Tudo aquilo que sinto
Não é mais do que me perder.
Sinto a minha alma a depauperar
E a nada me consigo agarrar!
A dor sobre mim me dobra…
Apaga a imagem,
Apaga toda aquela visão,
Que fazia vibrar o meu coração.
Choro a pena que por mim tenho…
Sofro por tudo aquilo que deixei
Fico completamente assombrado!
Desço uma enorme escadaria,
E não sei onde ela vai parar
Mas não tenho medo algum,
Pois nesta vida já não penso acreditar.
Paro e mortifico-me…
Vou aqui assumir e colocar o fim da minha Vida!
Ando mais um pouco,
Com um olhar que pareço um louco.
A Vida desiludiu-me…
Assim assino a minha Morte,
Dando um passo em falso
E com a minha cabeça bati.
Fez um estrondo forte!
Esgueirava sangue por todo o lado,
Já não tinha qualquer movimento…
Foi ali o meu fim,
Pois a vida não queria saber de mim!
Qual Foi O Meu Erro?
Será meu erro amar-te desta forma despropositada, indevida?
Será meu amor um grande incômodo em teus dias?
Será que deveria ter-me calado mais esta vez?
Porque é o nosso amor antigo, anormal, intenso
E por querer que ele enfim desabroche falo sem saber se devo
Porque não somos mais os mesmos, as histórias mudaram
Os personagens são outros, e o sentimento está a arder no peito
O que houve que nos esquecemos, que nos perdemos entre outros
Saciamos a nossa carência, a nossa saudade de um calor,
Mas deixamos o principal, que nosso amor ficasse ao léu
Um amor assim puro e verdadeiro ficou por anos vagueando
Para que um dia em meu coração alguém preenchesse o vazio
Um vazio que me deixas-te quando foste para longe de meus olhos
Será meu erro ter recomeçado um amor tardio?
Ter aberto meu íntimo, meus anseios e desejos?
O que aconteceu com o nosso amor?
O que matamos, antes mesmo de começar?
O que dissemos e maltratamos antes de saciar?
O erro foi amar-te desta forma despropositada, indevida
Enfim o erro foi de certa forma, sequer amar-te
Será meu amor um grande incômodo em teus dias?
Será que deveria ter-me calado mais esta vez?
Porque é o nosso amor antigo, anormal, intenso
E por querer que ele enfim desabroche falo sem saber se devo
Porque não somos mais os mesmos, as histórias mudaram
Os personagens são outros, e o sentimento está a arder no peito
O que houve que nos esquecemos, que nos perdemos entre outros
Saciamos a nossa carência, a nossa saudade de um calor,
Mas deixamos o principal, que nosso amor ficasse ao léu
Um amor assim puro e verdadeiro ficou por anos vagueando
Para que um dia em meu coração alguém preenchesse o vazio
Um vazio que me deixas-te quando foste para longe de meus olhos
Será meu erro ter recomeçado um amor tardio?
Ter aberto meu íntimo, meus anseios e desejos?
O que aconteceu com o nosso amor?
O que matamos, antes mesmo de começar?
O que dissemos e maltratamos antes de saciar?
O erro foi amar-te desta forma despropositada, indevida
Enfim o erro foi de certa forma, sequer amar-te
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A Morte Da Fênix
Estou a ir embora..........
Vou voltar pro meu ninho para me refazer
Minhas penas ... são tantas penas
Que nem mesmo o tempo poderá me reerguer.
Hoje eu estou mais velho e cansado
Marcado pelas marcas do tempo que ficou
Olho para mim ... nada vejo
A não ser essa dor que em mim ficou.
Conheci-te sem medo ou reservas
Mas com medo deixei-te conhecer-me
Fui criança cheio de esperança em teus braços
E agora diz-me.... o que vou fazer?
Qual a razão dessa dor que tu me causas
Eu me pergunto sem encontrar a resposta.
Fui insensato ao entregar-me dessa forma ?
Para ti eu não passei de um idiota?
Responde-me o porquê de tudo isto..
Alguma vez eu te cobrei o amor ?????
Para quê fingir tudo aquilo se não me querias...
Se eu era apenas mais uma borboleta nessa flor?
Para quê as mentiras e juras falsas
Porquê tantas palavras de carinho em vão....
Não me peças para crer em ti agora.
Não me peças perdão.
A magoa existe em mim eu não nego
E retorno para meu ninho entristecido,
Afinal eu sonhei com uma Rosa em meu caminho
E encontro outra, por tantos orvalhos umedecidos.
Hoje eu sei que a Rosa é enfeite para um jardim
Onde muitos podem e irão admirar
Sei que a fênix deve voltar para seu ninho...
Que é inútil querer se enganar.
Esta é mais uma decepção meu coração
Mas que esta seja a derradeira, pois é fatal.
Deixa que a Fênix retorne para seu ninho em silêncio.
E ali deixe suas cinzas.... e nunca mais se torne real.
Vou voltar pro meu ninho para me refazer
Minhas penas ... são tantas penas
Que nem mesmo o tempo poderá me reerguer.
Hoje eu estou mais velho e cansado
Marcado pelas marcas do tempo que ficou
Olho para mim ... nada vejo
A não ser essa dor que em mim ficou.
Conheci-te sem medo ou reservas
Mas com medo deixei-te conhecer-me
Fui criança cheio de esperança em teus braços
E agora diz-me.... o que vou fazer?
Qual a razão dessa dor que tu me causas
Eu me pergunto sem encontrar a resposta.
Fui insensato ao entregar-me dessa forma ?
Para ti eu não passei de um idiota?
Responde-me o porquê de tudo isto..
Alguma vez eu te cobrei o amor ?????
Para quê fingir tudo aquilo se não me querias...
Se eu era apenas mais uma borboleta nessa flor?
Para quê as mentiras e juras falsas
Porquê tantas palavras de carinho em vão....
Não me peças para crer em ti agora.
Não me peças perdão.
A magoa existe em mim eu não nego
E retorno para meu ninho entristecido,
Afinal eu sonhei com uma Rosa em meu caminho
E encontro outra, por tantos orvalhos umedecidos.
Hoje eu sei que a Rosa é enfeite para um jardim
Onde muitos podem e irão admirar
Sei que a fênix deve voltar para seu ninho...
Que é inútil querer se enganar.
Esta é mais uma decepção meu coração
Mas que esta seja a derradeira, pois é fatal.
Deixa que a Fênix retorne para seu ninho em silêncio.
E ali deixe suas cinzas.... e nunca mais se torne real.
A Morte Do Amor
O amor morreu, silênciado pelo parado cântico
Que não ousei aos ouvidos atentos entoar,
Queria-te comigo, mas longe te manténs, para lá do atlântico...
O amor morreu, simplesmente por ti foi ignorado,
Ficas ausênte, abraçada à indiferênça, triste é o pranto
De ter sido assim malevolamente mal amado...
O amor morreu, nos braços de quem tanto amo,
Enterrei-o por fim, no chão da eterna alma,
E lembrar-me-ei dele, ao menos uma vez por ano...
Que não ousei aos ouvidos atentos entoar,
Queria-te comigo, mas longe te manténs, para lá do atlântico...
O amor morreu, simplesmente por ti foi ignorado,
Ficas ausênte, abraçada à indiferênça, triste é o pranto
De ter sido assim malevolamente mal amado...
O amor morreu, nos braços de quem tanto amo,
Enterrei-o por fim, no chão da eterna alma,
E lembrar-me-ei dele, ao menos uma vez por ano...
terça-feira, 14 de abril de 2009
Por Amar Demais
Meu amor, não suporto esse silêncio atroz,
Nas noites de vigília e intensa nostalgia,
Onde falo contigo e só ouço o som da voz,
Do coração que por ti clama em lenta agonia.
Porque foi que aos sonhos a vida entreguei,
Escalando montanhas pensando alcançar,
A estrela distante que por tanto tempo amei,
Sempre presente na luz de meu triste olhar.
Meu amor, como foi que te perdi, não sei!
Talvez porque não me deixaste explicar,
As razões e as longas horas que me torturei,
Sofrendo tanto por não poder te encontrar.
Tão perto estavas do calor de minha paixão,
Dos beijos ardentes que para ti guardei,
Que não poderia dissimular toda emoção,
Num momento mágico pelo qual tanto esperei.
Meu amor, julguei que não poderias perdoar
Meu anseio incontido de querer te amar,
Esquecendo convenções, testemunhas e o lugar,
Beijando teus lábios sem com nada me importar.
Foi por querer demais que meus desejos sufoquei,
Para não te constranger e a maledicência expor,
Que todos meus sonhos mais sublimes sepultei,
Naquela noite em que quase morri de amor.
Meu amor, ansioso esperei, mas o telefone não tocou,
Tua meiga voz desejei ouvir para me justificar,
Então finalmente pude compreender o que restou,
É apenas a saudade que nunca vai me abandonar.
Hoje vivo vagueando pelas estradas sem estrelas e luar,
Levando n'alma tristes recordações do que passou,
E o arrependimento de não ter ido te encontrar,
Sem me importar que assistissem o meu imenso amor.
Nas noites de vigília e intensa nostalgia,
Onde falo contigo e só ouço o som da voz,
Do coração que por ti clama em lenta agonia.
Porque foi que aos sonhos a vida entreguei,
Escalando montanhas pensando alcançar,
A estrela distante que por tanto tempo amei,
Sempre presente na luz de meu triste olhar.
Meu amor, como foi que te perdi, não sei!
Talvez porque não me deixaste explicar,
As razões e as longas horas que me torturei,
Sofrendo tanto por não poder te encontrar.
Tão perto estavas do calor de minha paixão,
Dos beijos ardentes que para ti guardei,
Que não poderia dissimular toda emoção,
Num momento mágico pelo qual tanto esperei.
Meu amor, julguei que não poderias perdoar
Meu anseio incontido de querer te amar,
Esquecendo convenções, testemunhas e o lugar,
Beijando teus lábios sem com nada me importar.
Foi por querer demais que meus desejos sufoquei,
Para não te constranger e a maledicência expor,
Que todos meus sonhos mais sublimes sepultei,
Naquela noite em que quase morri de amor.
Meu amor, ansioso esperei, mas o telefone não tocou,
Tua meiga voz desejei ouvir para me justificar,
Então finalmente pude compreender o que restou,
É apenas a saudade que nunca vai me abandonar.
Hoje vivo vagueando pelas estradas sem estrelas e luar,
Levando n'alma tristes recordações do que passou,
E o arrependimento de não ter ido te encontrar,
Sem me importar que assistissem o meu imenso amor.
Morri Por Amor
Morri
No meio de sorrisos traição e arte
Algo me atordoou mas não sei bem o quê
É algo que so torna numa dor que parte
Ou no amor que ninguém vê ?
Morri
No meio das tuas doces lágrimas
Que caiem no meu livro de desgosto
Mas continuo a virar as páginas
Tentado descubrir o melhor posto
Morri
No meio do que é teu: no meio do mundo
Entre o céu e o mar ainda continuo a nascer
Num mar de sangue de esperança profundo
Que se actua no papel por escrever
Mas ainda me sinto vivo por dentro
Sinto o teu cheiro que nunca encontras-te
Ainda as páginas se situam na inspiração do sentimento
Morri ... ou foste tu que me matas-te ?
No meio de sorrisos traição e arte
Algo me atordoou mas não sei bem o quê
É algo que so torna numa dor que parte
Ou no amor que ninguém vê ?
Morri
No meio das tuas doces lágrimas
Que caiem no meu livro de desgosto
Mas continuo a virar as páginas
Tentado descubrir o melhor posto
Morri
No meio do que é teu: no meio do mundo
Entre o céu e o mar ainda continuo a nascer
Num mar de sangue de esperança profundo
Que se actua no papel por escrever
Mas ainda me sinto vivo por dentro
Sinto o teu cheiro que nunca encontras-te
Ainda as páginas se situam na inspiração do sentimento
Morri ... ou foste tu que me matas-te ?
Se Te Perder Amor!
Até qu’eu morra, irei sempre guardar
O mais sentido amor de minha vida.
Perdê-lo, será da minha vida o terminar
Na mais profunda dor e mais sentida!
Se te perder, amor, meu corpo vai ficar
Co’a mais dolorosa e cruel ferida
Até que, morto, se vá a sepultar,
Ou que cremado seja na hora partida.
E as cinzas – se assim for – atirem-nas ao mar.
Elas espalhar-se-ão em suas águas
Até que longe, eu sei, vão encontrar…
As lágrimas que temos vindo a chorar
Nesta vida de sofrimento e de mágoas
Em que se é incriminado por amar!
O mais sentido amor de minha vida.
Perdê-lo, será da minha vida o terminar
Na mais profunda dor e mais sentida!
Se te perder, amor, meu corpo vai ficar
Co’a mais dolorosa e cruel ferida
Até que, morto, se vá a sepultar,
Ou que cremado seja na hora partida.
E as cinzas – se assim for – atirem-nas ao mar.
Elas espalhar-se-ão em suas águas
Até que longe, eu sei, vão encontrar…
As lágrimas que temos vindo a chorar
Nesta vida de sofrimento e de mágoas
Em que se é incriminado por amar!
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